Terça, 24 de março de 2026


Em momento único, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, passa o comando de Minas, ao governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Foto: Dirceu Aurélio/Agência Minas

Da vida nova

Rei morto, rei posto? Aqui não! Dia 22, primeiro na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG foi empossado o novo governador de Minas, Mateus Simões. Logo depois, tendo como palco o Palácio da Liberdade, o governador Romeu Zema Neto, depois de mais de sete anos à frente do Governo de Minas, passou faixa e o legado a seu legítimo e fiel sucessor.

Da vida renovada

O que dizer? Muito obrigado ao agora cidadão Romeu Zema Neto, pela faxina geral e o plantio da semente já virando floresta. Mui bem-vindo governador Mateus Simões, boa sorte, mais coragem e contínua coerência. Que Zema seja feliz e vencedor em suas próximas batalhas! Que Simões inicie outro inspirado legado e que o estado de Minas Gerais seja o mais beneficiado. Por falar em legado, leiam a seguir.

Da vida cruel

Por que, com e sem exagero, muitos estrangeiros acham que o Brasil fala espanhol e sua capital é Buenos Aires? Porque pensam que as ruas são atravessadas por cobras e lagartos? Ignorância “woke”, daquela que colocou fogo em elefantes, girafas e leões na Amazônia de Bolsonaro? Por que estes mesmos gringos só conhecem Rio de Janeiro (Copacabana Beach) e no máximo ouviram falar de São Paulo?

Da realidade cruel

Por que todo o Brasil custou a chegar aos nove milhões de turistas estrangeiros ano passado, enquanto Paris atrai, anualmente, mais de 40 milhões? A Torre Eiffel, sozinha e com ingresso caro, seduz sete milhões/ano. Será por causa da violência? Da distância? Da fama da corrupção e desonestidade generalizadas? Das péssimas estradas e hotéis caríssimos? Ou por simples falta de informação/divulgação?

Do desperdício real

O Brasil nunca soube embalar e vender o Brasil. O Brasil deitou em falsos e perigosos louros como sendo o País do Carnaval, do samba, das mulheres peladas e devassas. O Brasil se acha. Se acha um paraíso, mas é, como diria o saudoso escritor, Eduardo Almeida Reis, um país grande e bobo, com nariz pingando e marca de sorvete na testa. Daí a importância de Minas participar de feiras e eventos turísticos pelo mundo.

Da Agência Minas

O “South by Southwest – SXSW” entre os dias 12 e 18, em Austin, Texas, EUA, operou mudanças significativas para iluminar os participantes. Com o tema “All Together Now” (Todos Juntos e Agora), o evento integrou Inovação Tecnológica, Educação, Cinema & TV e Música.


A secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega que, recentemente, apresentou Minas e suas 1001 atrações, no “South by Southwest – SXSW”, em Austin, Texas, EUA. Foto: Arquivo Pessoal

Do Planeta Minas

Minas integrou, pela primeira vez, um dos maiores festivais também de economia criativa do mundo, em duas frentes: o “Minas Day” (inovação e desenvolvimento econômico) e a “Casa Minas”, para apresentar a diversidade cultural, a criatividade e as oportunidades de investimento.

Minas em Dia

No Minas Day, conferências sobre temas da tecnologia e nos quais o estado tem protagonizado avanços importantes. Quatro painéis do Governo de Minas integraram a programação do SXSW, promovendo diálogos entre representantes de instituições mineiras e de grupos globais de tecnologia.

Minas em pauta

Os debates tocaram na transição energética, com a participação do CEO da Cemig, Reynaldo Passanezi; minerais estratégicos, com a chefe de gabinete da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais - Codemge, Vanice Ferreira; tecnologia e inovação, com o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, Bruno Araújo; e economia criativa.

Minas na onda

A Casa Minas promoveu encontros, conexões e opções culturais. Um ambiente de convivência, diálogo e troca de ideias, onde a cultura funciona como entrada para oportunidades em diferentes setores da economia, reunindo painéis sobre oportunidades de investimentos no estado.

Minas na moda

E mais: infraestrutura e inteligência artificial. Esses momentos tiveram o diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia, do secretário de Estado Adjunto de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Calixto, e da secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.

Minas na geral

“Minas tem uma capacidade única de unir tradição e inovação. Nossa cultura é entrada poderosa para o mundo conhecer também nosso potencial econômico, tecnológico e criativo. A Casa Minas nasce com esse propósito: criar conexões e mostrar que Minas está preparada para dialogar com os grandes temas do futuro”, afirmou Bárbara Botega.

Minas na área

“Nosso estado já tem o segundo maior ecossistema de startups do Brasil. E com programas como o Novo Seed e Compete Minas, incrementamos ainda mais a competitividade no setor de inovação”, destacou o secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico, Bruno Araújo. A programação cultural reúne diferentes gerações e expressões da arte mineira. 

Minas no mundo

A música levou o Clube da Esquina, com o guitarrista Toninho Horta e nomes contemporâneos, como Nat Rodrigues e Henrique Portugal, além de sets de DJs e outras manifestações da produção cultural. No mais, apresentações de dança e moda com o coletivo Lá da Favelinha e a exibição de um documentário sobre Milton Nascimento.


A continuação de uma bela amizade, a de Ildeu Koscky e Kátia Lage. Foto: Edy Fernandes


O  titular  da coluna, PN, com Bruno Vargas  (clínica CVB) dando bom dia à saúde e ao bem-estar. Foto: Arquivo pessoal

Curtas & Finas

*A programação artística teve ainda pintura ao vivo do artista Sérgio Iron.

A gastronomia também desempenhou papel central na experiência da Casa Minas.

A chef Carol Fadel coordenou café da manhã servido diariamente com pão de queijo, bolos caseiros e quitandas tradicionais.

No almoço, o chef Yves Saliba apresentou a diversidade da culinária mineira em versões contemporâneas.

A experiência incluiu ainda degustações de queijos artesanais, cafés, cachaças e vinhos do estado, além da cultura de boteco.

Próxima ao complexo da Paramount, um dos polos mais movimentados do SXSW, a Casa Minas tinha capacidade para cerca de 400 pessoas.

E funcionou diariamente com programação cultural, painéis, encontros empresariais e experiências gastronômicas.