Paulo Navarro | sábado, 4 de agosto de 2018

Foto: Edy Fernandes


O bem educado

Nascido em uma das mais tradicionais famílias de Belo Horizonte e herdeiro do Grupo BMG, Flávio Pentagna Guimarães Neto, de 31 anos, responde, atualmente, pela direção financeira do Banco BMG. Graduado em Administração pelo Ibmec, também já reúne, em seu currículo, vários cursos de especialização, muitos deles no exterior, além de experiência em diversas empresas do ramo financeiro.

Filho de peixe, neto de peixe, peixinho é ou é apenas um ditado popular?

Não necessariamente filho de peixe é peixinho. Sem dedicação, estudos e experiência no trabalho, de nada adianta o aprendizado dos pais.

De seus pais e avós, o que traz de referência, de lições e aprendizado?

Do lado do meu pai, trago, principalmente, a dedicação ao trabalho e a importância do respeito pelas pessoas. Da minha mãe, a proximidade e o carinho pela família.

O Galo forte e vingador, o Clube Atlético Mineiro, também está no sangue, no DNA?

Esse está. Meu pai me leva ao Mineirão desde quando eu tinha sete anos. Cheguei a frequentar o estádio também na companhia do meu avô. Foram raras as vezes que eu deixei de ir ao jogo, estando na cidade. Fui nomeado membro do Conselho Deliberativo e procuro participar e me inteirar dos bastidores do clube.

Este legado, esta bagagem de Boeing, de transatlântico pesa? 

Sem dúvidas, mas é uma responsabilidade, não diria um peso. O importante é fazer o que gosto e estar preparado para enfrentar os desafios inerentes à posição.

Com apenas 31 anos, você leva numa boa a responsabilidade de conduzir a direção financeira do venerando BMG?

É desafiador, mas levo a responsabilidade numa boa. Iniciei minha carreira já há mais de dez anos e tive experiências em outras empresas, que contribuíram muito com meu desenvolvimento. Além disso, conto com uma equipe muito bem preparada.

O seu diário de bordo mostra carimbos em vários "portos" no exterior. Além de estudos, o que essa vivência fora agregou à sua vida?

As experiências no exterior abriram mais a cabeça. Tive contato com pessoas de mais de 60 países, o que me permitiu conhecer outras culturas e formas de enxergar questões que tratamos no nosso dia a dia, sejam elas no mundo do trabalho, nas relações com amigos ou mesmo com a família.

O que traz felicidade?

Acho que um conjunto de pequenas coisas: estar próximo das pessoas que você ama, como família, amigos e namorada; fazer o que gosta, seja viajar, sair, comer, trabalhar. Sentir-se realizado pessoal e profissionalmente.

Com essa bagagem, o que você aconselharia para os de sua geração. Aqueles que ainda engatinham, para que decolem?

Investir na educação. Durante as próximas décadas, nós tomaremos as decisões que dão rumo ao país. Precisamos estar bem preparados. Ainda iremos trabalhar até uma idade mais avançada que as gerações anteriores. Todo investimento em educação vai ser muito bem aproveitado ao longo dos anos.