Paulo Navarro | sábado, 15 de setembro de 2018

Foto: Daniel Mansur


Celestial e angelical

Modéstia às favas, temos razão em trocar os títulos de empresária e poderosa Angela Gutierrez, por um único, simples e gigantesco: mecenas! Nestes tempos sombrios, em que museus viram cinzas e pó, Angela está por trás e ao lado de três muito únicos e importantes: o Museu do Oratório, em Ouro Preto, o de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte e o de Sant’Ana, em Tiradentes. Orai e vigiai, pois!


Angela, pode fazer um breve balanço destes quatro anos, visitas, exposições, números?

Foram quatro anos muito intensos! Trabalhamos muito, recebemos um público maravilhoso, desenvolvemos um trabalho educativo com as escolas de Tiradentes e entorno, recebemos grupos especiais, participamos da vida da tão especial e linda Tiradentes.

E o Museu do Oratório, em Ouro Preto?

Já são 20 anos! Faz parte da vida da cidade. Trabalhar com cultura num Patrimônio da Humanidade é sério! Temos consciência dessa grande responsabilidade.

Quatro anos do museu, 300 anos de Tiradentes, o presente é a exposição “A Menina de Ana”?

Sim, nada me pareceu melhor e mais lindo que trazer ao público a força e a beleza da Santa Menina.

O que o público apreciará?

A figura desta “Celestial Menina”, nas belíssimas palavras de Padre Antônio Vieira que abrem a exposição. A Nossa Senhora adulta, mulher e Mãe de Jesus é conhecida e adorada, mas a criança, parte da iconografia de Sant’Ana, “A menina de Ana”, é o foco da nossa exposição.

Você viu a exposição sobre São Francisco, na Casa Fiat?

Encantei-me com a beleza e a qualidade. Mas a inspiração chegou antes. Para comemorar os dois primeiros anos de vida do museu, fizemos uma exposição especial “Os Santos Homens”, e dela, Joaquim e José foram parte importante. Nas comemorações dos três anos, foram “As Santas Mulheres”.

A iluminação de Pedro Pederneiras, um brilho a mais?

Sim, Pedro Pederneiras literalmente ascendeu a luz na “Menina de Ana” e Angela Dourado garantiu seu brilho nas cores. Foi um trabalho de amor, amizade e confiança!

E os textos para cada obra?

Esse trabalho foi complementado por textos importantes do nosso Secretário de Cultura, Angelo Oswaldo, e do Padre Joãozinho que, além de ser doutor em Teologia, é mariologista importante. Mais um amigo, Welington de Carvalho, fez a pesquisa histórica/religiosa. Juntos, selecionamos os textos para as etiquetas. Todos eles são muito lindos e carregados de emoção.

Por que Sant’Ana é sua santa favorita?

Sou devota de Sant’Ana desde menina, quando ganhei do meu pai Flávio um pequeno oratório, com uma imagem de Sant’Ana em seu interior. Ali, começou nosso “caso de amor”. As coleções de oratórios e de imagens de Sant’Ana foram se formando ao longo dos anos e a devoção só aumentou. Ana é o nome da minha única filha e Maria é minha neta querida. Pura emoção!

Para que santos devemos rogar pelo Brasil no CTI?

Na situação em que o país se encontra, devemos rezar para todos!