Paulo Navarro | sábado, 15 de fevereiro de 2020

Foto: Edy Fernandes

 

Agir e servir

Aléxia Rodrigues de Paiva Brant é administradora de empresas, designer de interiores e corretora de imóveis. Casada com o vice-governador de Minas, Paulo Brant, coube-lhe, naturalmente, assumir a presidência do Servas (Serviço Social Autônomo), que tem nada de luxo, pelo contrário. E Aléxia tem se mostrado muito à vontade, na “praia” do Servas: o voluntariado, o social, a ajuda aos desfavorecidos.


Aléxia, o que você escreve no check-in do hotel? Administradora de empresas, designer de interiores ou corretora de imóveis?

Sou executiva de venda de imóveis. Em 2019 recebi a missão de presidir o Servas, o que exerço com muito orgulho.


Como conciliar os imóveis de luxo, com o Servas, um Serviço Social Autônomo?

Neste primeiro ano, dediquei-me a conhecer, reestruturar e profissionalizar ainda mais o Servas, tendo conseguido excelentes resultados, pela minha experiência profissional e minha equipe.


O Servas é a “sandália da humildade”, um lado mais humano, assistencial e inovador?

As questões sociais e humanas sempre estiveram presentes em minha vida. Atuar no Servas tem muita importância na catalisação de esforços entre o poder público, setor privado e sociedade civil para desenvolver projetos e ações que complementam as políticas públicas de desenvolvimento social. Confesso ser motivador para todos que atuam neste serviço.


Como caminha a inclusão social em Minas?

O mineiro mostrou-se, nos últimos acontecimentos, extremamente solidário, porém ainda tem muito trabalho a ser feito pela inclusão social em Minas Gerais. Ainda há um longo caminho a percorrer. Somos uma sociedade muito desigual.


É uma missão possível?

O Servas acredita ser uma missão possível e contribui de forma séria com sua parcela de responsabilidade na catalisação de esforços entre a sociedade civil e os setores público e privado, visando a inclusão social.


Além de recursos, qual a receita? Parcerias e voluntariado?

Hoje atuamos em parceria com o poder público, setor privado e sociedade civil para desenvolver projetos e ações que complementam as políticas públicas de desenvolvimento social. O Servas é um serviço social sem fins lucrativos, que conta com o apoio do trabalho voluntário.


Com as recentes tragédias das chuvas, solidariedade, compaixão e credibilidade são as armas do Servas?

Acredito que a maior arma do Servas seja o trabalho social responsável. Solidariedade e compaixão estão no nosso cerne, enquanto a credibilidade é algo que temos conquistado com a sociedade.


2020 começou pesado. Que medidas e ações aconteceram e continuam?

Estamos sempre dispostos a reunir esforços para atender as entidades sócioassistenciais. Quando iniciaram as chuvas, prontamente formamos uma força-tarefa com a Defesa Civil e voluntários para atender os atingidos pelas chuvas.


Depois da tempestade, a bonança?

O trabalho não para, agora é tempo de recomeçar.