Paulo Navarro | quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Fazendo e acontecendo no show business, a bela Maria Flávia Zech Coelho

Foto: Barbara Dutra

Continua o fim 

Como prometemos, hoje continuamos a falar do fim das boates, noitadas e baladas, regadas a drogas e biritas, no Brasil e no mundo. Os jovens estão em outra e outras. Na Inglaterra, das 3.100 casas noturnas em 2007, quase metade desapareceu. “Basta dar uma voltinha por Paris, para saber que a cidade luz passou a funcionar à base da luz do sol”. Voltemos ao Brasil. Em São Paulo, bye-bye, baladas.

Continua a queda 

Depois da febre da importação das megacasas noturnas estrangeiras, como a Pink Elephant e a Mokai, ninguém quer ouvir falar de balada. Bye-bye, tudo; bom dia, crise. Os emergentes, que imitavam russos de cinema e da vida real, gastando desmedidamente em camarotes, submergiram.

Continua o drama 

Essa ostentação, mais que sinônimo de novo rico, é o novo brega. No Rio, das 192 boates, apenas 70 têm inscrição municipal ativa, o que não quer dizer que funcionem. Em 2017, quatro das principais – Nuth, Miroir, 021 e 00 – disseram adeus à noite. Repetimos: não é só a crise.

Continua a lama 

Repetimos também que a culpa é dos millennials, pessoas que atingiram a maioridade depois do ano 2000 e entraram na vida adulta com um celular em punho. O empresário Marcus Buaiz, em 2015, vendeu suas 12 casas noturnas, que chegaram a faturar, no auge, R$ 70 milhões por ano. “Vi que a forma como os jovens saíam estava mudando”, profetizou Buaiz.

Continua o drama 

Sinal e final dos tempos: “As baladas foram derrotadas pelo suco verde, Facebook e Netflix”. E as baladas sertanejas, filé do momento? “Seu prazo de validade está vencendo também”, alerta Buaiz. “A galera prefere gastar nos megafestivais, como Villa Mix, e os gringos Lollapalooza, Glastonbury e Coachella.” Os motivos dos millennials: preços das bebidas, filas, excesso de pretensão e rudeza dos funcionários, a incapacidade de conversar por causa da música alta e medo de “perder a linha”.

Curtas & Finas

* Ainda sobre o fim das baladas. Sabem o que é “medo de perder a linha”? Ser filmado e humilhado nas redes sociais.

A lendária Hippopotamus, no Rio, reabriu e já fechou. Mesmo com a grife do eterno rei da noite brasileira, Ricardo Amaral.

Prestes a abrir sua décima casa em São Paulo, o bar Arcos, Facundo Guerra vai abrir mão da pista de dança. “Ela vai rolar onde for. As estruturas estão obsoletas”.

Facundo afirma que talvez tenha achado a fórmula para a sobrevivência do negócio: baladas superexclusivas.

Belo Horizonte? Precisa perguntar? Desde 2015, parece um cemitério com tumbas fechadas e placas de “aluga-se”.

* Acontece no dia 22, sábado, no pátio da Classe A, o evento Bahia em terra de Minas, organizado pela Classe A Frutos do Mar.

O festejo beneficente tem o objetivo de arrecadar fundos para a construção da sede da Associação pela Divulgação e Fortalecimento da Cultura Afro-Brasileira.

* O UniBH realiza evento solene para a apresentação de Rafael Ciccarini como novo reitor do Centro Universitário.

A solenidade será realizada hoje, no Boulevard do Campus Buritis, às 17h.

* Amanhã, no Mix Garden, a 17ª edição do Jantar dos Amigos do Baleia, que terá a cantora Sandra de Sá como principal atração.