Paulo Navarro | quarta-feira, 19 de setembro de 2018

No Brazil Classics Renault Show, realizado em Araxá, o presidente do Instituto Cultural Veteran Car-MG, Otávio Pinto de Carvalho, a atriz global Giovanna Ewbank e a coordenadora do Brazil Classics Renault Show, Ivana Magalhães

Foto: Bruno Gonzaga


Fim de noite

Recentemente, o colunista de “O Globo”, Bruno Astuto, tocou num assunto que, há muito, refletimos neste espaço. O tema, infelizmente, sombrio, é sobre o fim das boates. “Por que as baladas estão morrendo? Para os ‘Reis da Noite’, a culpa é (também) dos millennials”. Fora a onipresente culpa da crise econômica, os comportamentos mudaram. Os caretas millennials trocaram as boates pela Netflix e pelo Spotify.

Fim de tempos 

A noite não é mais criança. Parece mais uma idosa cadeirante. Os reis que a mantiveram viva nos últimos 40 anos dão seu diagnóstico. Haveria luz no fim da pista? Antanho, três coisas atraíam para as boates. A primeira era exorcizar a dureza da vida dançando, como um Travolta.

Fim de hábitos 

Como se não houvesse amanhã. A segunda era poder ficar bem louco tomando todas e tudo sem que chamassem uma ambulância. A terceira e a maior de todas elas: transar. Hoje, com o Spotify bombando e os aplicativos de encontros gerando “matches”, quem precisa de boate e bordel?

Fim de vícios 

E nem falemos de drogas: as novas gerações estão mais interessadas em suco verde e pedalar às 5h da manhã. Sexo, alface e rock’n’roll. Astuto falou com o rei da noite paulistana, Facundo Guerra, dono de nove casas noturnas, que repensa seus negócios. “Hoje, a noite é até meia-noite. Ninguém mais fica cheirando e bebendo. A galera não quer mais isso”.

Fim de teorias

A teoria de Facundo encontra respaldo num estudo da Monitoring The Future, que acompanha o comportamento dos jovens nos EUA. Segundo ela, o uso de drogas sintéticas e de álcool por adolescentes às vésperas da maioridade chegou a seu nível mais baixo desde que a pesquisa foi iniciada, em 1975. Boates e baladas estão em extinção no mundo todo. Mais de 10 mil bares e casas noturnas fecharam as portas nos EUA, na última década. O assunto é muito extenso e interessante, continuamos amanhã.


Curtas & Finas

* Há 12 anos, o Espaço Cultural Vallourec já recebeu mais de 100 exposições, em diferentes linguagens artísticas.

As visitas ao Espaço Cultural Vallourec, Bairro das Indústrias, devem ser agendadas por telefone ou e-mail, e podem ser acompanhadas pelo próprio curador da exposição.

* Após a abertura do Hotel Fasano, dia 28 de setembro, alguns seletos da imprensa mineira, em primeira mão, conhecerão as instalações e serviços do HFBH.

Dia 1º e 2 de outubro, vamos vivenciar a experiência do universo Fasano em Belo Horizonte.

* O primeiro final de semana da primavera será muito harmonioso em Tiradentes, com a realização da edição MPB do Quatro Estações Festival.

O Largo das Forras se transforma, entre os dias 21 e 23, em um palco não apenas para a boa música, mas também para cultura e gastronomia.

Esta edição é uma homenagem ao Clube da Esquina, um dos mais lindos exemplos de MPB e um movimento que revolucionou a cultura brasileira nos anos 1970.

* A clínica odontológica especializada em tratamentos de alto padrão e tecnologia para a estética e saúde bucal O’Don Dental Care foi inaugurada ontem.

Instalada no coração da Savassi, a clínica traz um novo conceito de atendimento e tratamento odontológico personalizado.