Paulo Navarro | quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Na primeira Conexão Empresarial de 2019, na VB Comunicação, o anfitrião Paulo César de Oliveira, ao lado de Vittorio Medioli, Alexandre Senra, Maria Inêz Narciso, do governador de São Paulo e palestrante do evento, João Doria, e Sérgio Leite

Foto: Edy Fernandes

O grande Gatsby

Parece que o Brasil está pagando caro pelos presentes que ganhou, pelos novos tempos. O ano começou e continua trágico. O absurdo de Brumadinho e suas mortes anunciadas. O dilúvio no Rio de Janeiro com suas mortes evitáveis. O incêndio não menos assassino, vergonhoso e criminoso no CT do Flamengo. E agora, a morte para lá de surreal do nosso colega, Ricardo Boechat, um dos maiores jornalistas do país. Foi muito azar. Azar proporcional à sorte que Ricardo Boechat teve. Sorte merecida pelo talento, polêmica e coragem.

O grande Boechat 

Sorte por ter realizado seus sonhos, mesmo sendo tão jovem para partir. Boechat recebe agora todos os elogios aos quais tem direito. Sua coragem em falar as verdades no país das mentiras lhe rendeu processos, inimigos, estresse e perseguições. Mas ele teve a sorte de driblar tudo e todos. Teve oportunidades de exercer sua profissão com dignidade, grande público e reconhecido valor. Vá em paz, professor, e obrigado pelas aulas de jornalismo e de vida.

Tristeza latente 

Dentre todas as repercussões, destacamos a do Padre Fábio de Melo, que pontuou bem a dor ao dizer que a morte do Boechat empobreceu o país. Foi bem mais do que perder um jornalista brilhante, foi perder uma consciência lúcida, iluminada, que sabia ver o Brasil sem partido, sem paixões.

Grandes Perdas

E conclui: “Morre com ele a coragem que a muitos encorajava diariamente. Num momento em que nos sentimos tão pobres de referências, perdê-lo nos faz querer chorar por todos os motivos dos últimos dias. Um choro só. Pela lama, pelos desabrigados, pelos meninos.
Tudo de uma só vez”.

Versatilidade na comunicação 

A propósito da morte de Boechat, o colega de “O Tempo”, Luiz Tito, disse que o fatídico acidente deixa uma lacuna por se tratar de um dos jornalistas mais completos do país. Ricardo conseguia se comunicar com a classe mais pobre, mas também liderava a preferência dos taxistas e sempre tinha uma mensagem para os mais intelectualizados. Sinal de que as pessoas conseguiam valorizar a honestidade do jornalista que, da sua maneira, era muito rigoroso no que falava e criterioso na apuração.

Curtas & Finas

* Sobre esses 43 dias de 2019 que estão deixando a todos estarrecidos, achamos nas redes sociais de autor desconhecido: “Não é pra ter medo de 2019, é pra entender que a vida é um sopro, que hoje estamos, mas amanhã podemos não estar mais.”

E continua: “Então viva, ame, peça desculpas, perdoe, faça, ajude, porque o tempo passa e não existe um controle com a função de fazer voltar atrás”.

* Dito da boca de Marco Antônio Castello Branco, no ouvido do vice-governador Paulo Brant: “Votei em você!”.

Parece que o apetite para continuar com a boquinha na Codemig sobrepunha ao suculento menu oferecido no almoço em torno de João Doria.

* A Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais (APCEF/MG) convida para o Baile Vermelho e Branco, que acontece no próximo dia 23, no Salão Diamante do Clube.

O evento contará com os shows de Havaianas Ousadas e da Banda AP50.

* A Escola Americana de Belo Horizonte realiza, amanhã, o EABH Valentine’s Dinner, celebrando a inauguração do Saage Hall e o lançamento do EABH Future Program.