O futuro do passado

Foto: Gustavo Pessoa

O futuro do passado
Wagner Luiz Gomes Tameirão, por formação, é um homem de comunicação, como verão. E de Cultura, num currículo que aqui não cabe. Nosso entrevistado de hoje é, entre outros, o gerente do Memorial Minas Gerais Vale, integrante reluzente do Circuito Cultural Praça da Liberdade. Se preciso fosse resumir esta entrevista e decifrar Tameirão, usaríamos esta sua declaração: " museu é para todos".

1) Wagner, ainda existe quem não conheça o Memorial Minas Gerais Vale? 
O Memorial Minas Gerais Vale soma cerca de 630 mil visitantes nestes seis anos. Ainda assim, sabemos que há um público potencial que não conhece o espaço e temos trabalhado neste sentido. A grande meta de todos os museus é conseguir todo público, afinal, museu é para todos.

2) Pra quem não conhece, como você faria o convite? Quais os tesouros do Memorial? 
É um museu de experiência, dinâmico, vivo, para todo tipo de público. Um espaço de convivência, que permite ao visitante não só conhecer o acervo, mas ler o jornal do dia ou um livro da nossa Sala de Leitura; ouvir música, ver um filme da Midiateca ou para uma reunião no Café. E sempre com entrada gratuita. O charme é a história de Minas, contada de forma criativa e contemporânea.

3) Qual o carro chefe do Memorial? 
As novidades. Os recursos tecnológicos que dão vida e voz a grandes personagens da nossa história. Na sala Panteão da Inconfidência, os ícones da Inconfidência Mineira conversam e interagem entre si. Na sala Belo Horizonte, a história da capital, inclusive, com as lendas e "fantasmas" do imaginário dos moradores. Na sala Carlos Drummond de Andrade, versos narrados pelo próprio poeta.

4) O Memorial pode crescer ainda mais em acervo? 
O acervo é iconográfico e, portanto, cresce à medida em que novas programações/exposições são realizadas. Desde o início de 2016, realizamos o Memorial Itinerante, projeto premiado que leva formação e conteúdo para outras cidades de Minas. Além disso, a programação temporária sempre oxigena o museu.

5) A museografia de Gringo Cardia continua funcionando bem? 
Muito bem. Ele soube traduzir essa pesquisa em uma museografia de grande valor, que causa encantamento aos visitantes.

6) O museu/memorial pegou. Qual o balanço após estes seis anos? 
É um sucesso. Criamos um caminho sólido com o público, mas também com artistas e produtores. Já realizamos mais de 900 eventos: música, teatro, literatura, performances, moda, fotografia, artes plásticas. E em 2016 tivemos recorde de público, com mais de 140 mil visitantes, sem somar os números de dezembro. Também cresce a parceria com instituições socioeducativas que visitam o Memorial. Foram 4300 ao longo destes anos.

7) E para os próximos 60 anos?
Dialogar com o meio; romper as paredes e trazer a representação cultural, social e histórica da população. Um espaço de troca e diálogo, tendo o público como protagonista de todo o processo. O Memorial trilha este caminho.