Faz de conta

Na folia do Sou Felipe mas não sou santo, Ana Paula Renault e o estilista Victor Dzenk
Foto: Edy Fernandes

Faz de conta
“Carnaval desengano, deixei a dor em casa me esperando”. E haja casa pra tanta dor. Dor é o que não falta no Brasil 2017. Um pot-pourri de dores para todos os gostos! Paraíso de Sade e masoquistas. Falta dinheiro, falta poesia, delicadeza, gentileza, caráter, ética, respeito, qualidade de vida, perspectiva e futuro. Sobra violência, sobra escândalo, corrupção, politicagem, desespero, revolta.

Faz de bobo
Mas no Carnaval vai tudo para debaixo do tapete, pra tudo se acabar na quarta-feira. Tudo em suspense. Durante quatro dias é só alegria ou falsa alegria. Durante quatro dias é permitido enlouquecer. É permitido ser feliz e fingidor. Mais de 200 milhões de palhaços no salão.

Faz de louco
Todo mundo é rei, ainda que Momo ou Bobo da corte. Em vez de trabalhar e pagar contas, nem uma coisa nem outra. É a festa, é o império dos sentidos. É só gastar, da latinha de cerveja ao vinho mais francês. Só não são felizes os ex foliões, hóspedes da Papuda e de Bangu.

Faz e desfaz
Papuda, Bangu e todos os presídios que pegam fogo como circo de Nero. No mais, é tempo de esquecer os problemas ou de não pensar neles. O Brasil vira “uma canção, um só cordão; uma vontade de tomar a mão de cada irmão pela cidade”. O Carnaval é criança esperança é beber lembrança e entrar na dança. E que todos saibam ser criança e até gente triste possa entrar na dança. Ficar à toa na vida, esperando a banda e o bonde, mas cuidado, onde tem fumaça, tem fogo, cinzas de quarta e brasas de quinta.

Na mesma alegre tarde, Guilherme Pareiras, Ana Dourado e Lucio Rossi
Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

Bacana ver nos bloquinhos que antecederam o nosso carnaval, as ruas e bares tomadas pela bela moçada de Belo Horizonte.

Com despojadas gatas, bronzeadas, com a sensualidade a flor da pele e a marquinha do biquíni a mostra, cantavam mais do que vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval, colocavam em prática a onda do verão: o amor esportivo.

*Presente na folia da 68 La Pizzeria, Lucio Rossi, diretor da LVMH, entre um brinde e outro na tarde festiva, comemorava também o carnaval de Salvador onde a Chandon patrocina o camarote 2222 de Gilberto Gil.

Para a folia, exclusiva para convidados, Lúcio levará Ana Dourado da Agência New e Guilherme Parreiras. Na esteira, comemorava também o patrocínio oficial da Fórmula 1 para os próximos 10 anos.

*Do Rio de Janeiro, o mineiroca Omar “Catito” Peres, que em três meses colocará em circulação o Jornal do Brasil que acaba de adquirir. Antes disso, carimba o seu nome junto com Ricardo Amaral no novo Hippopotamus.