Sábado, 6 de junho de 2026


Abrindo a Seleção Nota 10 da coluna, Laís Eto. Foto: Edy Fernandes

214 milhões em ação

“Encaixotando Helena”, vamos por partes. Pelos jogos amistosos da Seleção Brasileira, já demos uma surra no Panamá e hoje tem Egito. Mas recapitulemos. O maior período em que o Brasil passou sem um título mundial, foi de 1970 a 1994, perfazendo 24 anos de jejum. Este ano, completamos mais 24 anos a ver navios. Mais um vexame e vamos, como Dilma, ultrapassar a meta e esperar 28 anos por um título, em 2030. 

Pra frente, Brasil

Outra lembrança! Em 1994, tendo Carlos Alberto Parreira como técnico, custamos a nos classificar para a Copa do Estados Unidos. Ele não queria Romário. Convocou no desespero. Resultado, Romário não só classificou o Brasil, mas, com grande elenco, fez cinco gols, foi o craque, artilheiro da Seleção e eleito o melhor jogador do torneio pela FIFA. Brasil Tetra!

Do meu coração

A bola da vez é Neymar que, em sua última Copa, não vive seus melhores momentos, mas continua melhor que muito “estrangeiro” perna de pau na Seleção. Daí o gol de placa do nosso amigo, Carlos Eduardo Leão, o Cadu, em seu Blog do Leão, ao escrever: “Não foi a seleção. Foi Neymar. Perdi a conta da última vez que segurei a camisa da seleção com alguma paixão”.


A titula absoluta da nossa Seleção, Kátia Portilho. Foto: Edy Fernandes

Todos juntos vamos

“A cerimônia da convocação da Seleção Brasileira foi tão teatral que, em alguns momentos, achei que tinha errado o canal e entrado na estreia de uma novela mexicana produzida pela CBF. Luzes. Suspense. Cantoria. Entrada triunfal. Uma cafonalha. Convidados internacionais. Ex-jogadores. Apresentadores daquela conhecida emissora”.

Pra frente, Brasil

“14 países representados. Um evento tão cinematográfico que só faltou alguém anunciar: ‘em instantes, cenas dos próximos capítulos…’ E no centro de tudo, a cara do Ancelotti, tadinho. Um italiano experiente, vencedor de tudo, olhando aquela produção com a expressão de quem pensava: ‘Madonna mia… mas eu vim aqui treinar futebol ou apresentar o Oscar?’”.

Salve a Seleção!

“Mas confesso uma coisa: fazia muito tempo que eu não assistia uma convocação da Seleção com ansiedade. Não pela convocação. Mas pelo Neymar. Hoje, no café da manhã, perguntei à Thaïs, minha mulher e à minha filha Flávia: ‘Citem um jogador da Seleção’ Resposta imediata: Neymar. Só. E talvez aí esteja o problema”.

Corrente pra frente

“Porque nossa Seleção hoje parece uma franquia internacional. A maioria joga fora, um técnico italiano - competente, claro - e um monte de jogadores que o brasileiro conhece pelo tradicional ‘ouvi dizer’. Cadê o DNA? Cadê a identificação? Cadê o sujeito que a gente xinga, ama, perdoa e volta a amar? A verdade é que a convocação não era da Seleção. Era do Neymar”.


Pronta para levantar a taça de campeã mundial, Luciana Sportelli. Foto: Edy Fernandes

Lança-Perfume

*O rugido do Leão continua: “Ancelotti e a CBF entenderam isso. Fizeram um teatro digno de última semana de novela”.

“Deixaram o suspense pro capítulo final porque sabiam: o país não queria saber dos 26 convocados. Queria saber de um. Neymar”.

“E o mais impressionante: eles conseguiram algo raro. Reacenderam uma coisa que eu achei que tinha acabado. Esperança”.

“Aliás, não aguento mais ouvir ‘hexa’. Há 24 anos é hexa, hexa, hexa… Se dependesse de mim, pulava direto pro hepta”.

“Mas confesso uma coisa: hoje essa camisa amarela voltou pro meu ombro”.

“E talvez tenha sido esse o verdadeiro efeito Neymar. Ancelotti não convocou só um jogador. Convocou o Brasil”.

Agora, alguns comentários dos leitores do Leão: “O último romântico do drible! O sucesso avassalador e a magia de Neymar no futebol mundial”.

“Goste ou não, ele foi o brasileiro que colocou o futebol arte no topo do mundo de novo”.

“Falar de Neymar é falar de ousadia, alegria e uma genialidade que poucos atletas na história do esporte conseguiram demonstrar dentro das quatro linhas”.

“O menino que nasceu em Mogi das Cruzes e parou o país, vestindo a camisa do Santos, não se tornou apenas um jogador de futebol”.

“Ele virou um fenômeno global da cultura pop e um dos atletas mais bem-sucedidos do planeta”.

Para esquecer 1950 e o 7X1 no Mineirão, parece que todo o Brasil deu a mão!

Boa sorte, Neymar! Cale os infiéis e ingratos! Vai que é tua.... Vai que é nossa...