Sábado, 25 de julho de 2026


A campeã mundial, Lígia Jardim. Foto: Edy Fernandes

Fim de Festa

Amanhã faz uma semana que a Copa do Mundo acabou e virou passado. Mais quatro anos esperando Godot. A Copa é boa porque é intensa, rápida e rara. Ainda bem que, em 2028, tem Olimpíadas. Bem ou mal, mesmo sendo o circo do pão, a Copa é especial e saborosa. Tem muita lama por trás, mas na comissão de frente ainda estão encontros; belos gols e jogadas, surpresas, desafios, goleadas, fracassos e apenas um vencedor.

Fim da picada

Este ano foi, discretamente, a Espanha. Chegou lá de boa e na boa, devagarzinho, comendo pelas beiradas. Entrou para o clube dos bicampeões enquanto o Brasil, há 24 anos, está estacionado no topo, sozinho, com cinco títulos, desperdiçando “mil outros”, contando com a sorte e o azar/vexame de Itália e Alemanha, os dois únicos países que chegam perto, com quatro títulos.

Fim de mundo

A Argentina bateu na trave do tetra, depois de fascinar o mundo e, ao mesmo tempo, ser odiada por todos. Principalmente pelos brasileiros que, em vez de cobrarem da nossa pífia seleção, culpam os argentinos por 1978 (comprando o Peru) e por 1990 (dopando o brasileiro Branco, com água “batizada”). Parece é inveja da raça e arte dos “hermanos”, coisa que desde 2002 não vemos no time brasileiro. Disseram que argentino não sabe perder. Quem sabe, quem gosta? Só brasileiro!

Fim de eras

OK! Estamos mal-acostumados, achamos que a “taça do mundo é nossa”, reclamos de barriga cheia de títulos, mas chegar a 2030, “comemorando” 28 anos sem título, já é demais. Os argentinos são muito “argentinos”? Sim, e daí? Jogaram de verdade, não desistiram mesmo perdendo e saindo de campo com viradas incríveis e reviravoltas maravilhosas, tendo um Messi que, com quase 40 anos, jogou como se fosse sua última Copa e foi. Como foi a de Neymar, Kane, Cristiano Ronaldo e Luka Modrić.


Merecendo uma taça de Copa do Mundo ou de Champagne, Lorena Batista. Foto: Edy Fernandes

“Eras uma vez”

Muita coisa para falar, relembrar e guardar desta Copa do Mundo 2026. Ingressos caríssimos! E uma coisa chata foi acontecer em três países, moda boba da sempre suspeita, misteriosa e duvidosa “xerife FIFA”. Copa boa é aquela que acontece em um só país, para ficar marcada com as características dele: língua, hábitos, costumes, tradições, cultura, geografia, clima, história. Este negócio de dividir perde a graça e a alma.

Eras Perdidas

O Brasil? Dá até vergonha de escrever. Que time horroroso! Que vergonha! Quanto perna de pau! Só não adivinhou o fiasco quem não quis. Um time do qual os próprios brasileiros não sabem nem o nome dos jogadores, vai conquistar o quê? E só não saiu antes porque pegou times fracos. Na primeira “pedrinha” norueguesa confirmou a crônica da morte anunciada. Que time feio! Fraco! Mole! Covarde! E isso vem desde 2006, na Alemanha. Dunga, Tite e outros pacóvios foram os coveiros.

Perdidas e Desperdiçadas

E os outros fracassos, como o da Alemanha e da Holanda? E o papelão, o apagão de França e Inglaterra? A França, tão elogiada e embalada para apresente! A Inglaterra, que inventou o futebol, até hoje, só tem um título, e isso porque jogou em casa, há exatos 60 anos! Os times pequenos? Mais do mesmo! Alguns fazem bonito, assustam, dão trabalho, às vezes até desclassificam um grande, mas “o medo de ser feliz e o complexo de vira-latas” acabam falando mais forte.


Uma goleada de belezas, Lívia Giovanardi. Foto: Edy Fernandes

Lança Perfume

*Quatro anos passam rápido na vida, mas custam a chegar para uma Copa do Mundo.

Tem jogador de 2026 que nunca mais terá outra chance, assim como torcedores que não verão a próxima Copa do Mundo.

Será que o Brasil se classifica para a Copa do Mundo de 2030 que mais parece excursão pela Espanha, Portugal e Marrocos?

Será que o próprio Brasil, depois de outubro, chega vivo até 2027?

Enquanto isso, voltamos à vidinha de Campeonato Brasileiro, “alegria de pobre”, almejando, no máximo, uma Libertadores da América.

Nossa Seleção? Suas “estrelas” decadentes vão voltar para a Europa, com salários milionários e nomes manchados.

“A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro”.

“Trabalha por um momento de sonho, pra fazer a fantasia, de rei, ou de pirata, ou jardineira”.

“E tudo se acabar na quarta-feira, Tristeza não tem fim, felicidade sim”.