Sábado, 24 de outubro de 2026


Fake News, Christiane Medeiros, não participou da Revolução Francesa. Foto: Edy Fernandes

Capitalismo Selvagem

Esta não é uma coluna sobre a Revolução Francesa. Nem sobre Cazuza, porque “a burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, enquanto houver burguesia, não vai haver poesia”. A Revolução Francesa (1789 - 1799) foi burguesa, derrubou o Antigo Regime (absolutismo monárquico com sociedade “imexível”) e abriu caminho para o capitalismo e a política da burguesia. 

Reis Selvagens

Principais motivos para ser classificada assim! Sim, fim dos privilégios feudais e aristocráticos: o movimento destruiu as bases da nobreza e do clero que detinham o poder político e isenção de impostos. Ah! Impostos! Defesa da propriedade privada: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão colocou a liberdade, a igualdade jurídica e o direito à propriedade privada como pilares da nova ordem. Ah! Igualdade!

Selvagens X Civilizados

Participação e liderança: embora tenha contado com a mobilização massiva dos camponeses e trabalhadores urbanos – Ah! Trabalhadores! - (os sans-culottes), os rumos políticos e as grandes reformas foram controlados e direcionados pelos interesses da burguesia ao longo de suas fases. Ah! Liberdade e Fraternidade! Consolidação no Diretório: O processo se estabilizou na fase do Diretório (1795–1799).

Civilizados e Bonzinhos

Diretório? Ah! Foi quando a alta burguesia assumiu o controle definitivo do Estado antes de entregar o poder militar a Napoleão Bonaparte. Ah! Decapitaram os reis e colocaram um militar imperador! Que horror! E o Terror? O Período do Terror (1793 - 1794) foi a fase mais radical, violenta e sangrenta da Revolução Francesa.

Bonzinhos e Soberanos

Liderada pelos jacobinos sob o comando de Maximilien Robespierre – aquele que acabou guilhotinado - essa etapa suspendeu as liberdades constitucionais para defender a República de ameaças internas e externas. Ah! Soberania! Ameaças externas! Sim! Após a execução do rei Luís XVI em 1793, a França enfrentou revoltas camponesas contrarrevolucionárias internas.


Cristiane Lage, mesmo de vermelho, não apoiou a Revolução Russa. Foto: Edy Fernandes

Soberanos e Felizes

Revoltas como a da Vendeia e uma forte invasão militar de potências monárquicas europeias. Ah! Tiro pela culatra! Para conter o caos, o poder executivo foi concentrado no Comitê da Salvação Pública. Os jacobinos, com o apoio massivo dos trabalhadores urbanos mais pobres - os sans-culottes - derrubaram os moderados girondinos do poder e assumiram o controle total. E vejam o que virou a França, hoje!

Felizes e Russos

Esta coluna não é sobre a Revolução Russa que foi um conjunto de processos políticos e sociais ocorridos em 1917 que derrubou a monarquia absolutista dos czares e deu origem ao primeiro Estado socialista do mundo, culminando na criação da União Soviética (URSS), que matou entre 20 e 60 milhões de russos, dependendo do nível de vodca consumida pelos estudiosos modernos. Ah! Milhões! Igualdade!

Russos e Pacíficos

As causas principais? A Rússia era governada de forma absolutista pelo czar Nicolau II, com uma estrutura agrária atrasada de moldes quase feudais e grande miséria da população. Ah! Miséria do povo! Outra causa foi o “Domingo Sangrento” (1905): repressão violenta a uma manifestação pacífica em São Petersburgo que abalou a imagem do czar. Ah! Manifestação pacífica!

Pacíficos e Atlânticos

Querem mais uma causa? A Primeira Guerra Mundial (1914 -1918): o esforço de guerra gerou colapso econômico, fome generalizada e baixas catastróficas para os soldados russos. “Ó liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome!”. Esta coluna também não é sobre a Revolução Cubana, um movimento armado que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista.


Mentira! Eduarda Cimini nunca colaborou com a Revolução Cubana. Foto: Edy Fernandes

Lança-Perfume

*Foi em 1º de janeiro de 1959 e transformou Cuba em um país socialista. Ah! Socialista! 

Cuba era política e economicamente dependente dos Estados Unidos, que controlavam boa parte das terras, cassinos e empresas da ilha.

Isso, enquanto a população sofria com a pobreza e o governo autoritário de Fulgêncio Batista (apoiado pelos EUA). Ah! Sofria com a pobreza!

Ataque ao Quartel de Moncada (26 de julho de 1953): Fidel Castro liderou um grupo de opositores na tentativa de tomar um quartel militar.

A ação falhou, Fidel foi preso, exilado no México, onde formou o Movimento 26 de Julho e conheceu Ernesto “Che” Guevara. Ah! Guevara!

A Guerrilha em Sierra Maestra (1956): os revolucionários retornaram a Cuba a bordo do iate Granma e iniciaram uma guerra de guerrilha na região montanhosa de Sierra Maestra.

As forças de Fidel Castro, Raúl Castro e Che Guevara tomaram o poder.

Sob pressão e com o rompimento de relações com os Estados Unidos em 1961, Cuba declarou seu caráter socialista. Ah! Socialista!

E então aproximou-se da União Soviética, que era tão boazinha.

Foi assim que Cuba se tornou a maravilha que é hoje, com milhões de norte-americanos querendo fugir para lá.