Sábado, 10 de janeiro de 2026
Ontem, hoje e sempre, Ana Carolina Albuquerque. Foto: Edy Fernandes
Coisa nossa
Santo de casa pode não fazer milagre, mas faz muita arte e cultura. O Palácio das Artes, depois de longa e tumultuada gestação, nasceu dia 14 de março de 1971. Assim, completa 55 anos como o maior complexo cultural da América Latina: espaço de 1001 encontros entre arte e público. Pelo norte adotado, “Ontem, Hoje e Sempre”, comemorar os 55 anos é celebrar o passado, viver o presente e preparar o futuro: tradição e legado.
Nossa casa
“Uma história sem memória e sem projetos não existe. É mister celebrar o passado, viver o que é e o que produz, vislumbrando o futuro. 2026 será de festa e comemoração, com todas nossas forças juntas, muita troca, muitas entregas, reforçando a vocação da arte e da cultura como o espaço de encontros, com todos os públicos”, declarou Sérgio Rodrigo Reis, presidente da Fundação Clóvis Salgado, gestora do Circuito Liberdade, que inclui o Palácio das Artes.
Nosso castelo
Com a Hardy Design, o Palácio das Artes fechou 2025 e abre 2026, com nova identidade visual: moderna, consistente, criativa e marcante. Fala a diretora, Mariana Hardy, “Criamos um selo comemorativo com fragmentos geométricos que formam o numeral 5. A composição gráfica representa a diversidade e pluralidade no Palácio das Artes. Uma identidade festiva que celebra todas as artes e representa a atmosfera vibrante desse enorme complexo cultural”.
Sempre, ontem, e hoje, Andréa Buratto. Foto: Edy Fernandes
Nosso palácio
E haja datas que descem redondas. A Cia. de Dança Palácio das Artes - que também comemora 55 anos - e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, aos 50, ensaiam apresentações, com o Coral Lírico de Minas Gerais. A trinca de ouro estará em três espetáculos operísticos. Em maio, com a eterna, “As Bodas de Fígaro”, de Mozart.
Palácio de ontem
Em julho, com excertos de clássicos franceses, do ciclo “Viva a Ópera”, no Centro Técnico em Marzagão, Sabará. Em setembro, “Chica da Silva”, de Guilherme Bernstein, ópera encomendada pela FCS. No capítulo Cinema, a mostra, “Carta Aberta: Curadorias”, reunindo antigos curadores do Cine Humberto Mauro, programando sessões, fortalecendo a memória, promovendo diálogo com o audiovisual e a economia criativa.
Palácio de hoje
Nas Artes Visuais, além das atrações fixas, a exposição comemorativa, “Acervo FCS”, com 300 obras. Pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart, o “Festival Cefart”: mostras e espetáculos nas áreas de Dança, Música, Teatro, Artes Visuais e Tecnologias da Cena, celebrando também os 40 anos do próprio Cefart.
Palácio de sempre
Novidade, sempre com foco no “Ontem, Hoje e Sempre”, foi a inauguração do “Espaço, Memória, Cultura e Patrimônio”, na Galeria Mari’stella Tristão, quando foram lançados exposição e site que propõem uma viagem pela história do Palácio das Artes. “Uma ode a esse símbolo da cultura nacional, uma história nunca contada, tendo, por exemplo, a enaltação dos nomes que batizam vários espaços no Palácio das Artes”, diz Reis.
Hoje, ontem e sempre, Chris Gontijo. Foto: Edy Fernandes
Lança Perfume
*“Nomes como Guignard, Humberto Mauro, Juvenal Dias, Pedro Moraleida, entre muitos outros”.
“Museografia dotada de QR Codes e site para que o público descubra e vivencie a Linha do Tempo desses 55 anos”, finaliza Sérgio Rodrigo Reis.
Pelo Circuito Liberdade e seus mais de 60 equipamentos culturais em contínua expansão, do qual o Palácio das Artes é a maior estrela, uma extensa programação.
Com o Estúdio Palácio das Artes e o Canal do Palácio (no YouTube), difusão dos caminhos da formação artística.
E mais: debates sobre arte, tecnologia, inovação e educação; a promoção de práticas e formações continuadas de inclusão e diversidade.
Para completar, o lançamento de três livros diretamente ligados à memória do Palácio das Artes.
“O Palácio e sua História”, “O Palácio e suas Óperas”, “O Palácio e sua Coleção” - vitrine do acervo artístico, nunca antes catalogado.
No prelo ou nos planos, mais dois livros, um sobre os 55 anos da Cia. de Dança e outro contando os 50 da Orquestra Sinfônica.






