Paulo Navarro | quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Em noite de festa no Fasano Lourdes, o aniversariante Thiago Romano emoldurado pela fotógrafa Barbara Dutra e pelo empresário Henrique Chaves

Foto: Leticia Souza

Antídoto para miséria 

Sobre a coluna de ontem, pautada em estudo do Governo Federal sobre liberação de cassinos no Brasil, vale lembrar que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, saiu na frente em defesa de sua cidade através do pleito para a instalação de um grande empreendimento na área portuária. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella revelou, no final do último ano, ao jornal O Globo, que é contra o vício, mas também contra a miséria, o desemprego e a estagnação da nossa economia.

Porto Maravilha

Nesse sentido, segundo o jornalista Elio Gaspari, Crivella teria se disponibilizado para ajudar o presidente Jair Bolsonaro a aprovar no Congresso Nacional uma lei que permita abertura de um empreendimento do bilionário americano Sheldon Adelson. Edificação que seria construída na área do Porto, nos moldes do que o magnata construiu em Cingapura, com hotéis, centro de convenção, um grande shopping e 5% reservados ao cassino.

Blindagem do negócio 

Para Crivella, ver a juventude terminando o curso escolar e não encontrando lugar para trabalhar está acima de crenças e justifica qualquer ação que gere milhares de empregos. Em consonância com Romeu Zema, o prefeito carioca descarta em seu objetivo a ideia de concessão de licença para abertura de jogos em toda esquina, quer seja para máquinas caça-níquéis bingo etc.

Negócio blindado 

Em comum também com o governado de Minas, a advertência de que se não fizermos aqui, as pessoas vão continuar indo gastar nos EUA ou em outro lugar, como o Uruguai. Idem com liberações para áreas especificas e defesa contra associações do negócio com a bandidagem e de vícios descontrolados de usuários.

Boca no trombone

O presidente Jair Bolsonaro mandou bem ao dizer em Davos que o senador eleito Flávio Bolsonaro, seu filho, errou e, se isso for provado, ele terá que pagar pelos atos dele. Transparência e isenção ajudam nesta hora de “boca no trombone” de perdedores.

Curtas & Finas

* Continuando: mesmo porque a esquerda apressadinha, por punição ao filho do presidente, esquece as mazelas corruptas de seus petralhas nos últimos anos e põe a boca no trombone. Idem a “Vênus Platinada”, com seu “Bom Dia Flávio”, “Flávio Nacional”, “Encontro com Flávio Bolsonaro”.

E também “Flávio Bolsonaro Rural”, “Bem Flávio Bolsonaro”, “Flávio Bolsonaro Hoje”, “Flávio Bolsonaro Esporte”, “Flávio na Lagoa Azul”, “Vale a pena ver Flávio”, como cantado em verso e prosa nas redes sociais.

* Na esteira do oportunismo, Ruy Castro espetou os filhos de Bolsonaro com o “Poema Enjoadinho”, de Vinicius de Moraes. O Antagonista republicou: “Filhos… Filhos! / Melhor não tê-los! / Mas se não os temos / Como sabê-los? / (…) / Cocô está branco / Cocô está preto / Bebe amoníaco / Comeu botão / (…) / Filhos são o demo / Melhor não tê-los/ (…) / Chupam gilete / Bebem xampu / Ateiam fogo / No quarteirão”.

O colunista conclui: “Os que confundiram os porões do palácio presidencial com o porão da família e acharam que iam se dar bem nem sempre saíram ilesos. Vide Lutero Vargas, Roseane Sarney, os filhos de Lula – os sobrenomes falam por si. Pra Bolsonaro, o alegre desembaraço de seus filhos tem uma vantagem. Com eles à solta, ele não precisará de oposição”.