Arquivo pessoal

Mineira e fã de esqui na neve, a dermatologista Eveline Bartels, clicada na cidade de Zermatt, Suíça, em sua última aventura
Neve em voga
Alguns mineiros fogem no nosso verão, atrás do friozinho da neve, como a empresária Haida Mendonça – com a filha Loli – que nos traz as últimas de sua quarta viagem ao sofisticado e exclusivo condomínio Beaver Creek, ao lado de Vail, a cerca de 200 km de Aspen, no Colorado, Estados Unidos. Também passaram pelo “point” da moçada Helder Mendonça e Marcela, Andreya e Rodrigo Boaventura, Marcelo Moraes, Carol Andrade, entre outros.
Fina neve
Além das melhores pitas de esqui dos EUA e o Beaver Creek, um dos dez hotéis mais luxuosos do mundo, Vail abriga o “top de linha” Ritz-Carlton Club, com diárias de US$ 1.000 a 7.000. Só na Estação de Eagle são cerca de 1.100 professores de esqui, a US$ 700 o dia de aula. Já Juliana Recoder Gonçalves – fiel às pistas de Aspen, onde há anos esquia com os pais, Teresa e Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, e a irmã, Titina – conta que lá se vê cada vez menos mineiros: “Mas a ‘paulistada’ invade, compensando os americanos ‘duros’ pela crise”. Outros habitués: os Mares Guia, os Wanderley, Eduardo Andrade e família.
O faraó do Brasil
Eike Batista declarou duas metas: transformar o Rio de Janeiro dentro de 10, 15 anos e ser o homem mais rico do planeta. Sua holding EBX quer investir R$ 34 bilhões, nos próximos dois anos, construindo portos, fábricas e buscando petróleo. No sonho de Eike, o Rio será um misto de Califórnia, Nova York e Houston: praias estonteantes, poderio financeiro e arquitetura ultramoderna. Também pretende construir a Cidade X, digital e arrojada, erguida a partir do nada, a 240 km do Rio; projeto do arquiteto Jaime Lerner. Em Minas, tem milhões investidos, mas na exploração de minérios. É a velha história: tira daqui e faz crescer lá. Patrocinar o Museu das Minas e do Metal é bom, mas muito pouco em contrapartida ao que retira das nossas Gerais.
Barbara Dutra

Saul Vilela, Denise Mourão e, de passagem por BH, o artista plástico Olivier Mourão, mineiro de Divinópolis, que, durante o verão europeu, curte sua magnífica casa de Ibiza – “El Mosqueteiro” – verdadeiro palácio onde expõe seus trabalhos e recebe jet-setters e colecionadores de arte do mundo todo
Pintando na corte
Olivier Mourão, há quatro décadas radicado em Londres – dedicadas à pintura e à dolce vita – só dá as caras no Brasil a cada cinco anos. Agora, está em BH, fazendo uma “plasticazinha básica” e buscando uma propriedade para quando voltar de vez. “Cansei de ser estrangeiro”, brinca. Mas garante que vai manter a casa londrina, em Holland Park, onde já recebeu grandes artistas, nomes famosos, colecionadores e jet-setters de várias gerações. Gente do porte da princesa Diana e outros nobres, Beatles, Jimmy Page, Keith Richards e Ron Wood (Rolling Stones), Michael Winner, Kate Moss, Mario Testino, Charlotte e Andrea Dellal, Daniella “Issa” Helayel...
Bordando em cores
“A Europa é muito importante pra mim, meu trabalho é muito bem aceito. Pinto com a espontaneidade de uma criança e a maturidade de um adulto”, revela Olivier, que nos anos 1960/70 conviveu com a turma de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Neville D’Almeida, Liège Monteiro, Arnaldo Madruga: “Eles voltaram e eu fiquei”. Hoje, Ibiza é seu porto seguro no verão europeu, onde tem uma casa com oito suítes, quiosques, piscinas e muito verde; avaliada em 21 milhões de euros.
Pintando o sete
A propósito, no início dos anos 1960, Olivier alvoroçou BH com um gigantesco painel feito para a casa noturna Garrafão. A obra era uma versão profana da Santa Ceia: à mesa, o próprio artista, segurando um ovo, era ladeado por figuras importantes daquela sociedade, inclusive Dom Serafim. Mas, por baixo da toalha, revelavam-se mãos nas pernas, carícias. “Um escândalo!”, diverte-se Olivier.
Barbara Dutra

A anfitriã na Villa Vittini, Valéria Nogueira, com a jornalista Alessandra Garattoni, lançando o livro “It Girls – Todos os segredos de uma verdadeira It Girl”, e Ana Paula Carneiro, inaugurando na loja o corner de sua Valentina Joias
Sonho meu
Em BH, a carioca Alessandra Garattoni falou à coluna sobre as “it Girls”, tema de seu blog e livro: “É aquela menina inspiradora, com forte carisma e um brilho quase inexplicável. Daí, querem usar o que ela está vestindo, ir aos lugares que ela frequenta”. Tudo começou nos idos de 1920, com a atriz Clara Bow, que tinha o tal “it”. Porém, Alessandra foca nas garotas de hoje: “Elas não são famosas, mas formam opinião e influenciam outras, internacionalmente. Ainda vão roubar o posto que foi das estrelas de cinema, como fizeram as top models”, presume. As mineiras também rezam na cartilha das “it girls”, como vimos no lançamento do livro, com várias devotas na melhor pose “patricinha estilosa”.
O homem festa
No delicioso livro “Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville – Memórias”, o jornalista por natureza abriu suas histórias pelos amigos colunistas sociais. Lá estão a dolce vita deles e de seus personagens, uma extinta alta sociedade. Amaral confessa o quanto os colunistas foram essenciais para seu sucesso nas noites cariocas, paulistanas, nova-iorquinas e parisienses. A começar pelo pioneiro, Jacinto de Thormes (Maneco Muller): bem nascido, carioca da gema, bonito e bem humorado. Depois, outro mito, Ibrahim Sued, o Turco: “truculento, sincero, sarcástico e poderoso”. Finalmente, o inventor das notas curtas, finas e mortais, Zózimo.
O fim da festa
Em comum, o trio, no auge e de tanto badalar, cansou de champagne, caviar e noite. Basta! “Coté” Minas, em BH, não esquecemos o mítico e “bon vivant” Wilson Frade – amigo de JK, que viveu o glamour dos anos 1960/70/80, paparicado por políticos e artistas. Já Eduardo Couri, rei dos tradicionais e emergentes, viveu num “aquário” e em festas como Glamour Girl, Showçaite. Algo em comum com o que narra Amaral? Morreram nesta ilusão? Os tempos dourados acabaram em BH? O que mudou na sociedade? Nós fazemos o que de diferente? Digam aí: somos ou não uma “raça” em extinção?
Barbara Dutra

Em noite de festa, a promoter Tereka Araújo, emoldurada pelos casais Plínio e Christiane Carvalho, da Vuarnet em BH, Eduardo e Flávia Girardi, da Saccaro Móveis em BH
Mineiridade uruguaia
Renata de Abreu mal curtiu a passagem de ano em Punta del Este, onde “mora” desde dezembro, porque se desdobrou para atender mais de 150 hóspedes do novíssimo Las Piedras Villas & Hotel Fasano, que abriga seu SPA. “Foi um sucesso! Estamos nas imediações de La Barra, onde a beleza, a força da natureza e o disputado restaurante Fasano são coroadas pelo espetacular pôr do sol, às 21h”, conta Renata. Entre os tratamentos exclusivos do SPA, a Olivaterapia, à base de azeite de oliva artesanal, produzido na fazenda vizinha, onde se pode fazer um tour-degustação. Passaram pelo Fasano, neste verão, Guilhermina Guinle, Raica Oliveira e Marco Noyer Maingard, Carol Vale e Pedro Faria, Salim Mattar e Fernando Collor de Mello, com suas famílias.
Próximo dos céus
No Edifício Parc Zodíaco, “zoom” para o cinematográfico apartamento – em estilo “casual chic” – da decoradora Eliane Pinheiro, que também assina a cobertura do prédio, dos irmãos Henrique e Rodrigo Gutierrez, filhos do saudoso Roberto Gutierrez. Outra renomada moradora é a arquiteta Myrna Gondim. O residencial é um primor da EPO Engenharia, com projeto arquitetônico do genial Gustavo Penna, no alto Santa Lúcia. Os apês automatizados têm garagem privativa com elevador em cada andar.
Abraçado pelo vento
O mais bacana é formato oval do edifício, com vista de 320°. Segundo Penna, o prédio faz carinho no vento e o vento nele; tem espírito de passarinho. Sempre inovador, o arquiteto salienta: “Estou cansado de ver prédios bonitos e de péssima arquitetura”, citando a crítica Ada Louise Huxtable. “Boniteza é só maquiagem, e maquiagem não adianta sem beleza interior”, resume Penna.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos