PNC

Em Nova York, Vivian Barreto, Simone Demolinari, o promoter David Brazil, José Flávio Almeida e o titular da coluna, gravando o Programa Paulo Navarro, que está no ar pela Band e NET TV
A sociedade subiu no telhado...
Rita Lee estava certa há anos, ao gritar pela boca de Elis Regina: “Alô, alô marciano, aqui quem fala é da Terra, pra variar estamos em guerra, você não imagina a loucura. O ser humano tá na maior fissura porque tá cada vez mais down no high society”. Rimando, o ícone do high society, Carmen Mayrink Veiga confessou, sem tortura, que “não existe mais sociedade brasileira”. O famoso livro Sociedade Brasileira, editado por Lourdes Catão, mostra, entre os 2.300 verbetes, 120 estreantes do bloco dos emergentes, gente da televisão e até promotoras de festas.
Subiu no banquinho
No Rio, os emergentes são quase todos moradores da horrorosa Barra da Tijuca, aquela Miami de plástico. Gentes que adoram “assar uma carninha” em varandas (lajes de luxo) e fazem compras em dinheiro. Até Paulo Coelho entrou. E em Belo Horizonte, que também já teve seus anos dourados e hoje pulula de emergentes? Pedimos um comentário da estonteante Daniela Portella, editora do guia “Serviços de Primeira Classe” e ela: “Prefiro não comentar, mas tem a ver sim” (o que se vê no Rio). Isso foi um comentário.
Pendurou as chuteiras
Aqui em Minas, a “lei” é pisar em ovos e não polemizar alguns assuntos, certo? Mas a verdade é que nossa sociedade tradicional não só envelheceu, como saiu de campo. Poucos expoentes sobreviveram “na ativa”. Restam algumas figuras caricatas e decadentes, que ainda insistem em aparecer, apesar de suas máscaras terem caído. Os bacanas de hoje são avessos a muita exposição: só vão a festas de chegados, estão “low profile”. A aparição/figuração na noite é quase restrita à moçada, agora mais despojada, sem tanta purpurina e glamour. Os guias/livros atuais servem mais é para mailing. Porém, quem atende convite de mailing é só a mesma “caravana holiday”.
Barbara Dutra

Márcia Prudente, da ONG O Proação, entre Cris Vallias, e Cris Gontijo, em noite de moda solidária
Beleza sul-americana
Nem assaz alhures e antanho, o bilionário Eike Batista se aventurou no ramo de cosméticos, com a Clarity (através da FLX Consultoria e Franchising), fundada em 1994, em Belo Horizonte, utilizando o nome de sua então esposa, Luma de Oliveira. Mas o negócio foi vendido em 2002 sem dar o retorno esperado. Incansável e insistente, agora Eike investiu R$ 15 milhões e inaugura, em outubro, clínica de estética na Barra da Tijuca, Rio, de olho vivo nos consumidores de alto luxo. São 1.500 metros quadrados dentro do MDX, braço médico do grupo EBX, que administra todas as empresas de Eike. À frente da clinica, a namorada de Eike, a advogada Flávia Sampaio. O “salão de beleza$” terá três lojas recheadas de marcas internacionais. Nome: Beaux (bonitos, em francês), com o “x”, sua marca do Zorro (ou de Midas).
Esperança à vista
Lucidez do “Programa de Ações Estratégicas do Vetor Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte” (Nova Lima e adjacências), do Instituto Horizontes, coordenado pelo primo Hudson Navarro e parceiros da iniciativa privada. Os problemas são vários: topografia, muitos prédios, poucas entradas e saídas, trânsito pesado, etc; todos nefastos para a economia da cidade e do estado. Soluções: desconcentração e desenvolvimento do lazer, esporte, geoturismo, ecoturismo e turismo em parques naturais. Criação e manutenção do saneamento básico e drenagem urbana; contenção da verticalização e estradas paralelas e alternativas à BR-040.
Saída pelo S
Quando era "maratonista social" – foi até indicado pelo "Guinness" como um dos mais festeiros –, o decorador Ildeu Kosky chegava na noite, fazia "pano rápido" com o "uisquinho on the rocks" e indagava: "Tem fotógrafo? Tem colunista? Não? Então, tchau!". Parodiando Ildeu, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, brincava com as "saídas pela tangente", nas agendas sobrecarregadas do dia a dia do mundo sócio-empresarial: "A onda é fazer o tipo ‘3 S’ - surgiu, sorriu e sumiu".
Barbara Dutra

Sanduíche de gente: “A voz do Brasil”, Elza Soares, “embalada” pela assistente de direção, Tatiana Tonucci, e pela diretora, Bete Martins Campos
Elza do Brasil
Em setembro, chez Luiz Tito e sua impagável Virginia Pastor, no Luxemburgo, tivemos o raro prazer de conhecer a lenda viva, o mito, a cantora Elza Soares, que veio lançar o projeto e captar recursos para o documentário “A Voz do Brasil”, sobre ela. Elza, descendente de mineiros, lembrou a infância: “Jurei que, em vez de comer numa lata de goiabada e beber café em lata de leite condensado, um dia eu teria prato e copo. Em vez de panos velhos, um dia eu dormiria sob lençóis. O importante é acreditar, lutar para vencer e principalmente ter alguém que nos ajude no início e quando precisamos”.
Elzas do Brasil
Ao lado do jovem e atual marido, Bruno Lucide, Elza revelou seu segredo de juventude: “Estou amando e sendo amada (...) digo sempre que não existe derrota para quem nasceu pra vencer. A vida é uma luta eterna. Você tem que ser verdadeiramente humilde, mas com sabedoria. Nasci em Padre Miguel e, através do Grande Otelo, estudei Direito. Não desistam nunca. As portas estão abertas para outras Elzas, é só bater. E ter coragem de abrir, absorver bem as críticas. A gente não vive só de beijinhos e abraços. Eu choro e sorrio nos momentos certos”.
Drika Vianna

As belas Adriana Costa, franqueada em BH da grife My Shoes, recebendo Cláudia Pimenta, no coquetel de inauguração da loja, no DiamondMall
As melhores prévias
O Minas Trend Preview continua o principal evento de pré-lançamentos do calendário brasileiro. Depois de Ricardo Almeida, a expectativa aumentou com a próxima estrela. Para a abertura dos desfiles, no Alphaville, da edição Outono-Inverno, de 3 a 6 de novembro, brilhará Alexandre Herchcovitch, um dos mestres da moda, que não pensou duas vezes em procurar a organização do MTP para se juntar a outros grandes.
Raquetada campeã
Vem aí, de 7 a 12 de outubro, o 1º Brazil Open de Squash, na Academia Winner, no Estoril, em Belo Horizonte, capital que tem se destacado no esporte. Serão 150 competidores de 13 países, entre profissionais, juvenis e amadores. A iniciativa é da Federação Mineira de Squash (FMS), presidida por Daniel Penna: “Os brasileiros são os grandes favoritos. Pretendemos ter o Brazil Open todo ano e inserir BH, definitivamente, no calendário mundial do squash”. Ah! A entrada é franca.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos