Walter Navarro

Aí eu saí com meus amigos Richarlyson e Padre Fábio de Melo pra pegar umas mulheres... Mentira, o assunto hoje é outro.
Vi o filme “Matadores de Vampiras Anãs Lésbicas”. Sabem o que a vampirinha lésbica disse à amiga ao se despedir?
- “Até o mês que vem querida...”.
E o que a dinossaura disse pro dinossauro?
- “Hoje não querido, estou naqueles séculos...”.
O gaguinho foi fazer entrevista de emprego para locutor de rádio. O chefe perguntou o nome dele, e ele: “Fefefernannandododo”. O chefe disse que não podia lhe dar o emprego porque sua gagueira era muito forte. E ele: “Mas, eu não sou gago, gago era meu pai. O escrivão é que era um fdp...”.
Mas, nem tudo está perdido, pois até o Elton John e o primo Paulo Navarro são pais...
Bom, chega de falar sério. A crônica de hoje é dedicada à grande atriz de “O Último Tango em Paris”... E eu sei do que morreu a Maria Schneider: colesterol alto...
O presidente húngaro da França, Nicolas Sarkozy não economizou elogios, disse que Maria era uma atriz singular e forte...
Eu tinha 10 anos quando o filme foi feito e censurado no Brasil, logo, só fui aprender outras utilidades para a manteiga, 10 anos depois.
Lembram daquela paródia dos Trapalhões? O Zacarias, vestido de mulher, cantava para o pai, o Didi Mocó: “Papai eu quero me casar”.
- “Oh minha filha você então diga com quem...”.
- “Eu quero me casar com o Marlon Brando...”.
- “Com Marlon Brando você não casa bem...”.
- “Por que papai?”.
- “O Marlon Brando amanteigou a Maria Schneider, pois vai querer amanteigar você também...”.
E eu bobo passando manteiga no pão...
Acredito não ser necessário, quase 40 anos depois, explicar a polêmica cena de Marlon amanteigando Maria... Um desenho da cena também é pouco recomendável, mesmo porque ia engordurar este espaço tão limpinho... Não sou Joseph Beuys...
Naquela época, ao aprender as primeiras besteiras, eu escutava, ria, mas, não entendia bem as palavras... E isso, por mais que alguns amigos depravados sodomizassem pequenos cães e galinhas... Deve vir daí a posição do “frango assado”... Se bem que já vi muita gente enfiando manteiga e/ou margarina no peru de Natal, antes de levá-lo ao forno das ilusões perdidas...
Salvo engano a cena entre Paul (Marlon, nada brando), e Jane (Maria) se passa no chão da cozinha, ele pega ou pede a ela que pegue o libidinoso laticínio na geladeira e craws! Adeus pregas!
Confesso que, muitos pães e anos depois, eu já era um mestre em café da manhã, geléias que não ousam dizer seu nome e torradas sem porvir... Certa feita, em colóquio amoroso com Bénédicte, em Paris, tive uma inolvidável aula de azeite. O precioso óleo era italiano e extra-virgem, Bénédicte nem tanto... Posso jurar que sua irmã também não gostou das manchas em seu tapete...
Já tentaram encher a mão de azeite na cozinha e ir correndo, nu, até a sala? Estávamos na casa da irmã de Bénédicte porque o apartamento tinha vista para a Torre Eiffel... Era a iluminada torre lá fora e outra azeitada do lado de dentro... Até hoje me excito ao ver um vidro de azeite... Minhas saladas nunca mais foram as mesmas...
Todavia e cotovia, a cena mais forte de “O Último Tango...”, pra mim era outra. É quando Paul pede que Maria saia da banheira, corte as unhas e lhe enfie dois ou três dedos lá mesmo, onde vocês tarados estão imaginando... E sem manteiga! Isso é que macho!
Outra cena bacana é a final... Depois de levar um tiro de Jane, Paul caminha trôpego até a sacada, dá uma última olhada nos telhados de Paris, tira o chiclete da boca e enfia na... Melhor, gruda a bolinha sob o balaustre da grade e cai ao som inigualável dos tangos parisienses de Gato Barbieri, Cabelieri e Bigodieri...
Consta que, depois deste lambuzado sucesso, o fracasso lhe subiu à cabeça e Maria Schneider só fez porcarias no cinema, como “O Último Bolero em Londres”, onde, em vez de manteiga ela usa margarina sem sal; “A Última Rumba em Roma”, substituindo a manteiga por molho de tomate de bruschetta; “O Último Mambo no Rio de Janeiro”, usando e abusando de Doriana, já que metade do dinheiro da produção sumiu e finalmente, a decadência total, “O Último Chá-Chá-Chá em Havana”, onde por total falta de meios, ela usou cuspe do Fidel mesmo...
Passada a epopéia, Maria nunca mais comeu pão, mas aí o colesterol já estava nos píncaros.
PS: Dizem que vem aí um remake brasileiro adaptado; “O Último Tango em Paricida do Norte”, com Alexandre Frota, a nova presidenta eleita, Erenice Temer da Silva, e Lula, no papel de manteiga rançosa...