Walter Navarro

Meu Deus, que ano! A que ponto chegamos! Até o Elton John virou pai!
Mas, já tenho novo ídolo, o ministro do Turismo Sexual, Pedro Novais! Ele é a cara do novo governo da nova presidenta eleita, Erenice Temer da Silva, que vai fazer com o Brasil o que o viril Pedro Novais fez no motel com nosso dinheiro! É mole, mas rouba!
Passemos à minha retrospectiva do ano, pra acabar logo com esta ladainha.
JANEIRO. Devido ao calor, enchentes e buracos nas estradas, terminei um namoro legal. FEVEREIRO. Carnaval, 15 dias de férias e dentista em Barbacena. Não sei o que foi pior. Sei sim: MARÇO. Descobri, depois de anos, que a Coca era Pepsi, que a japonesa era de Pequim, que a Mulher Maravilha não passava de uma ervilha, um espírito livre, produto de problemas sociais e do capitalismo, influência do meio, uma "enceradeira e enceradora de bastões rústicos e toscos". Descobri que a Cinderela sempre foi uma gata borralheira. Em vez de sapatinho de cristal, usava galochas pra não sujar a lama em que vivia. E ainda morreu meu amigo Marcelo Rios, entre outros, durante o ano, como Miltão Campos e Aluísio Santiago. ABRIL. No meio do caos, lancei meu primeiro livro, "O Canalha Amoroso", sucesso de público, vendas e crítica (entre os amigos...). E vem aí o segundo...
MAIO. Peguei meu melhor amigo na cama com duas mulheres e um homem peludo. Percebi que certas mulheres são como herpes, ficam com a gente para sempre. Mentira, essas duas frases tirei de um filme... Não tenho herpes e muito menos amigos que transam com o Tony Ramos. JUNHO. Com ajuda de uma amiga, finalmente, regularizei o CPF e penetrei o maravilhoso e pecaminoso mundo do FaceBook, verdadeiro Jardim das Delícias de Hieronimus Bosch... Foi também o início da Copa do Mundo da África do Sul, com um ponto positivo: Dunga Nunca Mais.
Pausa para nossos comerciais: Jimmy Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, James Dean e José Alencar: ainda bem que meu nome começa com W...
JULHO. Final e fiasco da mesma Copa do Mundo. Levado por outra amiga, estreio numa eleição. Pauleira durante quase quatro meses! Não comi ninguém no comitê, mas conheci muita gente legal, boa e bacana; fiz quatro viagens interessantes, duas pro Rio de Janeiro, uma pra Barbacena e outra para Três Pontas, onde conheci Milton Nascimento. Mentira, apertei a mão dele (só a mão, juro...). Mas Milton cantou o jingle da campanha a dois metros de mim, ótimo! No fim, ganhamos e ganhou Minas; perdemos e perdeu o Brasil. AGOSTO. Nada de novo no front. Muito trabalho e pouca diversão deixam Jack Nicholson doidão. Nem sei se fez frio.
SETEMBRO. Mesma coisa. Teve 9 de setembro, mas nada de dia 11. As eleições pegavam fogo. O FaceBook também. No comitê e no horizonte, tudo bem; vitória à vista. OUTUBRO. Eleições. Dia 3 foi memorável, levamos no primeiro turno e festa na rua. Dia 9, meu aniversário, 48 aninhos de pura travessura, sem sair de cima, outra festa e algumas confusões de logística amorosa. Feriado do 12, nem vi e tenho raiva de quem viu. Dia 31, segundo turno: levamos ferro e a primeira nova presidenta eleita, Erenice Temer da Silva, toma posse da vaga que deveria ser de José Serra, mas os coniventes e correligionários de Lula não deixaram. Tudo bem, 2014 tá aí... NOVEMBRO. Achei que a vida ficaria mais tranquila, mas isso não existe em fim de ano. Trabalhei qual uma Carmem Mayrink Veiga! Comecei a fazer planos para fugir, perdão, para sair do Brasil, em férias. Não consegui. Não tenho visto para os EUA e olha que nem sou terrorista... Também não tinha passaporte, mais vencido que desodorante em ônibus.
DEZEMBRO. Lembram do passaporte? Que sorte! Graças à outra amiga, que enfrentou a burocracia, ele ficou pronto dia 27, mas ainda não fui pegá-lo porque estou em Barbacena, aonde vim passar o Natal e, "pour cause", não sei o que fazer amanhã, no réveillon.
2010, o ano que não terminou, mas vai pras cucuias daqui a pouco, foi ainda o ano do goleiro Bruno e seus macarrões, coxinhas e cães; do Glauco, Haiti, buraco chileno, de "Tropa de Elite 2" e, mais recentemente, do Complexo do Alemão, de Silvio Santos, Fluminense e do Wikileaks.
Tchau Lula! Até nunca mais, já vai tarde, recolha-se à tua insignificância, vá encher o saco exclusivamente da tua Marisa Letícia, a Galega. Peça ao Elton John para engravidá-la de novo!
Vai pela sombra que até a lua tá quente.
PS: Que o ano novo seja um sonho de valsa, com muita palpabilidade, mas, se não der, um Chiclets amarelinho já tá muito bom, né?