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02/12/2010 - Sexus, nexus, plexus e complexos de Portnoy e do Alemão

Walter Navarro
 

Confissão do dia: adoro ficar na varanda de um prédio bem alto, cuspindo nos transeuntes... É uma arte! Há que se calcular o passo do passante e o tempo de mergulho da gosma. Um segundo antes do choque, deve-se sair da varanda e esperar o grito lá de baixo: “Filho da p...!”. Vou ao delírio, principalmente quando a vítima é careca...

Outra? Adoro jogar sacos plásticos com meu nome no mar... Tudo para ser lembrado daqui a 300 anos...
Passei o fim de semana vendo uns filmes que o Gérson de “Passione” me emprestou... Anãs lésbicas em “Elas são Fodinhas”; grávidas ávidas em “Me dá leitinho” e “Papai quero Mamar”...

A que ponto chegaram as mulheres meu Deus! Que falta de absurdo! Gérson me prometeu um com anãs grávidas e lésbicas...

Mudemos de assunto... Esta coluna é familiar como a Pensão Palácio, onde uns comem a mãe, outros a filha...
Bastou escrever, semana passada, que sou judeu e minha mãe alugou meu quarto em Barbacena...

E porque moro no Sion, já me chamam de sionista... No supermercado, me apontaram: “Lá vai o Einstein do jornalismo comprar cenouras pra fazer o seu caldinho”...
Bom, pelo menos agora, posso namorar a mais linda atriz do mundo, Natalie Portman.

Bom, fatigado de anãs grávidas e sem quarto para descansar meu corpo lasso na frialdade inorgânica da cama, liguei a TV para ver as últimas do Rio...

Tanto barulho por nada! Ainda bem que, entre os DVDs, vi, finalmente, a série “The Pacific”, sobre as batalhas no Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Aquela é que foi guerra: sangue, ossos e malária!

Sinceramente, aquilo no Rio é novidade? Assustou alguma velhinha ou criancinha? Fala sério!

Decepcionado, liguei para o Disque Denúncia, no 021-22531177: “Os bandidos e as drogas estão no Planalto da Vilania; Brasília, escondidos na Câmara dos Deputados, no Senado, no Palácio do Alvorada e na Granja do Torto”. Fingiram que era trote e saí da brincadeira!

Dos 600 peixinhos, uns cem se entregaram, mataram alguns gatos pingados e deixaram os tubarões soltos...

O Rio sem traficante é chama sem luz; jardim sem luar, luar sem amor, amor sem se dar. Avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola, Piu-Piu sem Frajola, barco sem mar, campo sem flor, circo sem palhaço, namoro sem amasso, neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, Julieta sem bucleta; tristeza que vai, tristeza que vem; um lambari que nada, nada mais, ninguém.

Libera tudo de uma vez; minha gente! Esse Serginho Cabral é um fanfarrão! A droga, como o voto, é e sempre foi o pio do povo! Ou vocês acham que o Rio virou um jardim?

Como ensinou o “Tropa de Elite 2”, as drogas mais nocivas estão nas Assembleias Legislativas e em Brasília!

E a mansão dos traficantes, Polegar ou Pezão, no Complexo do Alemão? Literalmente, piscina em favela! Piscina e banheira de hidromassagem! E Pezão também, não se esqueçam, é o vice-governador do Rio...

Por falar em drogas pesadas, cadê o Lula, aquele desperdício de oxigênio, e a “presidenta Erenice Temer da Silva”? Tão quietinhos, né? Alguma tão aprontando... Quer dizer, a festa arrombada já começou e aqui cabe um “mea culpa”: adorei o Palocci (Paloffi) como ministro da Casa Civil. Depois da Erenice, só ele mesmo, aquele probo de ilibada reputação. É a mão e a luva, é o Maluf como presidente da casa da Moeda!

Sério, dou o braço e os ovos a torcer até confessarem a omelete...

Palocci “Língua Plesa” é o que pediu pra sair depois que descobriram sua vida secreta enquanto planta...

O cara encomendou a quebra dos sigilos do caseiro Francenildo. Assim como vivo perguntando quem matou o Celso Daniel, pra financiar a campanha do Lula; é mister lembrar que Francenildo foi demitido porque contou o lado Jekyll e Hyde do Dr. Palocci. Contou que Paloffi era chegado em festas regadas a negociatas e mulheres de vida fácil... Como era mesmo o nome da cafetina de Brasília que enchia os festins com suas meninas modelos, atrizes e recepcionistas? Jenny Mary Corner!

Francenildo disse que o lixo da mansão do Palocci (República de Ribeirão Preto) vivia repleto de camisinhas usadas e garrafas vazias... Palocci era chegado numa boa suruba... O que não deixa de ser paradoxal, “Língua Plesa” em orgia, nada a ver... A coisa mais solta em bacanal é a língua...

E se Palocci conseguia soltar a “Língua Plesa”, ponto pra ele... Imaginem as festas no Felatio do Planalto, ano que vem... Vale tudo, só não vale Erenice com Erenice, nem mulher com mulher, o resto vale!

PS: Atenção! Foi dada uma nova ordem... Liberou geral, vale tudo!