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13/05/2010 - Querer liberdade e libertinagem é coisa de escravos sexuais

Walter Navarro


Lembram da Velhinha de Taubaté, do Veríssimo, a única que acreditava no governo? Morreu esperando o Bolsa Família...
Minha mãe acredita em nada, principalmente em mim.
Minha mãe não entende por que escrevo tanta besteira.
Ela não entende e não acredita no Lula.
Não acredita que, com tanta criança morrendo nos hospitais da Sarneylândia e Brasil afora; Lula e Guido Mantega de Marlon Brando mandam milhões de dólares pra Grécia.
Deve ser pro PAC reconstruir o Parthenon... E o Coliseu em Roma! E a África...
Alguém deveria dar singelo conselho ao Lula: “Presidente, finge que vai cagar (mais) e cai fora”.
Minha mãe não entende porque Dunga - com sua cara de anão de filme pornô que troca a Branca de Neve pelo Negão de Carvão e sua Malzbier litro intumescida – afogou o Ganso no Neymar.
Minha mãe acha que Dunga deveria levar a Dilma, como zagueiro, no lugar do Lúcio, porque mete mais medo.
Tô Édipo não! Mas, minha mãe não entendeu e não gostou da crônica da semana passada: “uma baixaria”.
Tá certa, mas, como falar de gente baixa sem usar de baixaria? Lição do amigo Nelson Ned, aquela migalha do colosso de Rhodes!
Mas, muita gente gostou e me incentivou a escrever mais sobre mulheres aparentemente finas que gostam de sexo rústico e selvagem.
O amigão W.A., gay assumido, disse que, por tesão, adora pegar açougueiros, garis e motoristas de táxi.
É aí que a classe operária vai ao paraíso!
Primo João Navarro Filho, que mandou o vídeo da mulher transando com um cachorro, semana passada, agora, reforça minha tese, com outro, onde duas ninfetas atacam o encanador na cozinha... Isso é o que chamo de botar um Suggar na sua “coizinha”... As duas entraram, literalmente, pelo e no cano do desentupidor de pia. É o Zé Roto Rooter!
O amigo John-John relembrou Pablo: criticaram Picasso por causa do cubismo: tudo fora de lugar e quebrado. Picasso respondeu: “Fazemos arte como os príncipes fazem filhos, com as camponesas!”.
O filho que César achava que era dele com Cleópatra, era, na verdade, de um de seus soldados mais rasos... E suados... Soldado, naquela época, era espada!
A César o que é de César: os chifres!
Sexo é coisa de pobre, de desocupado, de vadiagem e vadia, de quem não tem trabalho fixo e vive de bico.
Sexo é coisa de quem não tem televisão, de quem mora perto da linha do trem, do metrô, de aeroporto e não consegue dormir.
É a velha história: quem não tem em casa, joga suas pernas para o céu e procura na rua, na chuva, na fazenda ou na casinha de sapê.
Amiga Jandira veio com essa: “... as mulheres só pensam em $$$$$$$$$$$$$$. Pode ser que muitas gostem de um fortão, um bruto, um pedreiro, um motorista de van, como diz você, mas, continuo advogando: ‘quem gosta de homem é viado, mulher gosta é de dinheiro’. Mais cedo ou mais tarde. As jovens são fogosas, inexperientes e acreditam que os homens as farão muito felizes. 1% terá essa sorte, as outras 99% vão quebrar a cara porque os caras são fracos em dar prazer, querem o dele e ‘c’est fini’. Fora os que têm pau pequeno, ejaculação precoce, falta de jeito, são meia boca ou meia bomba. E com dinheiro, os sexshops têm cada apetrecho de fazer virar os olhinhos e nem precisa de intimidade, essa coisa mal educada, promíscua, eca!”.
O cúmplice Renato Arcuri lembra o monólogo da mulher com o marido: “O que é meu é meu, o que é seu é nosso”.
O companheiro Gerrô lembra de ter lido que, uma das últimas namoradas de Vinícius de Moraes, bem mais nova que ele, sacaneava-o com a turma dizendo que na verdade ele só queria brincar, bolinar, mas trepar que é bom, nada (vivia bêbado, era velho); no que ele responde: ‘minha filha, este negócio de ser/ficar duro é coisa da Zona Norte...’”.
Caetano tá certo: “a gente não sabe o lugar certo onde colocar o desejo”.
Isso serve para homens e mulheres. Com ou sem caráter.
A capa do livro que ilustra esta coluna traz poemas fotográficos sobre os cinco sentidos. No capítulo “O odor”, o autor, Charcot, conta a história de uma zeladora e seu cachorro, em Paris, que, por estranha solidariedade, não tomavam banho desde que o marido dela fora preso. O inquilino foi pegar, digamos, a correspondência. Quando ela subiu no banquinho, para pegar o pacote, ele sentiu um terrível e indefectível cheiro de murrinha e bacalhau. Por um instante ele sentiu o perfeito equilíbrio entre o desejo e o nojo.
Semana que vem dá pra continuar, se quiserem... Tem mais.

PS: E a origem de vaga-bunda vem daquela placa em frente às obras: temos vagas...