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06/05/2010 - O que querem as mulheres que os homens adoram

Walter Navarro


Nos anos mais antigos do passado, Napoleão Bonaparte, do alto das piranhas do Egito disse às suas esfinges francesas: “Decifra-me ou te devoro”.
Naqueles tempos, no alto da montanha, Jesus Cristo disse a seus discípulos: “Crescei e multiplicai-vos”.
Nestes tempos, do alto de seu tijolo, o sinistro ministro Temporão diz a seus acéfalos hipertensos: “Trepai e salvai-vos”.
Ontem, do alto da Serra, José quis “tesão”!           
Sexo!
E eu acreditando em amor e que a Dilma é humana!
As únicas pessoas que não pensam em sexo são as casadas.
Certo está o amigo Lingüiça Bianchini: “Tô louco pra ficar velho e esquecer esse negócio de sexo”.
Já a amiga Jane: “Que nojo, não penso mais nisso, essa coisa suada, melada, essa troca de fluidos... prefiro ir ao shopping...”.
Há controvérsias.
Padres adoram coroinhas e quando vejo a Alinne Moraes na propaganda da Valisère só penso em sorvete e manga...
E o neto que engravidou a avó? E aquela inglesa que casou com um mendigo e é feliz para sempre?
O amigo e psiquiatra, Arnaldo Madruga, sobre o caso da inglesa, disse que isso é muito comum.
Diz ele que mulheres desesperadas, depois de um longo namoro ou casamento, só de vingança, tendem a pegar qualquer um; os amigos do ex ou o cara de uma escala social mais baixa. Elas querem é rosetar, como dizia meu pai...
Ainda acho que tudo depende de como, onde e com quem se faz a conjunção carnal.
Mas, todo mundo faz, como na versão daquela música do Cole Porter, “Façamos”, que o Chico canta com a Elza Soares: “... Dourados, no Solimões, fazem; camarões, em Camarões, fazem. Façamos, vamos amar. Piranhas só por fazer fazem. Namorados por prazer fazem. Façamos, vamos amar...”.
Homens e mulheres só pensam naquilo e o dia inteiro, por mais que finjam ou mintam.
Por causa de minha personal Cristina Brasil, sou um estreante no Facebook, este e-mail metido à besta.
Assim, há pouco, amiga Carine Alvim postou no Face ilustração deveras interessante.
Nela, uma figura masculina e uma feminina, como aquelas que diferenciam toaletes.
No desenho, o homem tinha o coração no lugar da genitália e a mulher no lugar certo (sic), no peito.
Comparsa Paulo Laborne “curtiu” a ilustração. Preferi comenta-la, escrevendo que aquilo não existia, homens e mulheres pensam e agem mesmo é com a genitália, ao sul de seus corpos, no lado debaixo do Equador, onde o pecado mora, inclusive ao lado ou atrás.
Aí Carine revidou: “Oi Waltinho, falam que a mulher usa o sexo para conseguir o amor e o homem usa o amor para conseguir o sexo...”.
Bobagem, minha querida, tudo a mesma coisa. Todos tarados e querendo.
Apenas somos mais sinceros. Ou mais bobos.
As mulheres podiam ser mais contidas na época da vovozinha.
Sei de cada caso...
No próprio Face Book, um dos maiores sucessos são um pedreiro e suas cantadas.
E o bombeiro da Luma de Oliveira?
Tem mulher com cara de princesa, cuja única herança são as taças da revista Caras.
Como Luma e a inglesa do mendigo, elas adoram a classe operária e saem traçando tudo o que vier: pedreiro, servente de pedreiro, marmita de pedreiro com torresmo à milaneza e ovo frito; gari do Boris Casoy, motorista de táxi, de caminhão, de amigo, amigo do amigo, primo em terceiro grau do amigo do vizinho, o rapaz da farmácia, o rapaz da NET, o entregador de pizza, etc.
Tudo o que os homens fazem entre quatro paredes as mulheres fazem em dobro: elas são a pizza do rapaz da NET dentro do táxi. Ou o torresmo do mendigo no mato atrás da mangueira da Luma.
Esta semana, primo João Navarro Filho mandou um filminho com o título: “Adestradora de Rottweiler”... Vocês não imaginam o que ela fazia com o pobre e felizardo cão... Mundo Animal!
Por isso, a cada dia ando mais canalha que amoroso...
Foi o que postou no Face, minha germânica amiga Soraia Vilela, citando Itamar Assumpção: “Se amargo foi já ter sido, troque já esse vestido. Troque o padrão do tecido”.
Aí veio a doce Maria Ângela e completou: "Quando estamos bem, qualquer lugar é Paris,  quando não estamos bem, nem Paris parece Paris”.
É a piada sobre a fábula da Cigarra e a Formiga. A trabalhadora formiga, quase morre de tanto ralar, enquanto a cigarra só cantava. No fim, a cigarra é contratada pra cantar em Paris, a formiga fica na maior merda e diz: “Ei cigarra, se você encontrar um tal de La Fontaine, manda ele pra p... que pariu”.
Aprendi a ser romântico com Vinicius de Moraes e também tenho um recado pra ele: “Ei, Vinicius, vai tomar no c...”.

PS: Ontem nunca mais será 5 de maio. Feliz Natal e um próximo ano novo.