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01/04/2010 - Foi um Rios que passou em nossas vidas

Walter Navarro


Infelizmente não é primeiro de abril.

Morreu o amigo Marcelo Rios. Por sua língua ferina, apelidei-o de “Marcelíngua”. E ele, pelo nome, me plantou a alcunha “Walderez de Barros”. Foi-se o diabinho que chamava todo mundo de “anjinho”, inclusive os de cara suja.

Levo a fama, mas quem perdia um amigo, mas não a piada, era ele.

Impagável, engraçado e talentoso. Era a animação ambulante e não gostaria de uma coluna triste.

Riria das misérias da semana.

Por exemplo: sabem quem vai pagar a multa do Lula por propaganda enganosa antes do tempo? Alexandre Nardoni. E as bombas no metrô de Moscou? E quem roubou meus óculos escuros? O Nardoni que botava a jeba na Jatobá!

E nos 100 anos do Chico Xavier, por que ninguém perguntou aos mediuns como morreu a Menina Isabella.... Convoquemos o espírito do Marcelo que, foi ótimo repórter de polícia (Prêmio Esso) e, como colunista social que era sabe de tudo. Ou então é fofoca do papa.

Marcelo adoraria saber do documentário sobre a ex-chacrete, a “Lady do Povo”, Rita Cadillac, mulher de “ilibunda” reputação. Nele ela confessa que já se prostituiu para sobreviver... Sugestão de uma colega de pensionato... Imaginem o nível da colega e do pensionato! Parece a Pensão Palácio – Ambiente familiar: uns comem a mãe, outros comem a filha...

Já tô bá até inspirado pra fazer outro documentário.

Minha personagem, fricção científica, baseada em fatos reais, poderia chamar-se Rita Catraca, pela quantidade de homens que passam por sua roleta, e de graça!

Que burra! A Cadillac pelo menos cobrava... Mas tem muita mulher assim, que dá por dar, dá por natureza, por vocação, vingança, por um sonho de valsa, um cafezinho, um uisquinho e porque vive no cio. Dá também por psicopatia, por simpatia pelo diabo, aviltando o próprio corpo e todos à sua volta.

Mulheres moralistas que criticam as Cadillacs da vida, mas fazem o dobro na calada da noite.

Todo mundo dá o que é seu e pra quem quiser. Acho até ótimo, é a lei da oferta e procura. O problema são os psicopatas, como bem definiu esta semana, nosso Arnaldo Jabor. Por exemplo, a Geni do Chico Buarque: dava pra qualquer um e era um poço de bondade. Dava por caridade, doava por generosidade. Já as Catracas, preguiçosas, não dão prazer, só dor. É a música do Vinicius & Toquinho: “Uma mulher tão linda que só espalha sofrimento, tão cheia de pudor que vive nua”. Falso pudor... São demais os perigos desta vida...

Geni é santa. Perigosa mesmo é a do Caetano Veloso, na hilariante e clinton canção, “Não Enche”: demente, harpia, aranha com sabedoria de rapina; piranha, pirata, malandra, vagaba, vampira, tarada, mesquinha, à toa, vadia, todas que fazem o velho esquema de santinha desmoronar. O atraso de vida que só suga e faz o mal. Aquela que pensa que é a dona. E pergunto: quem lhe deu tanto axé? Oxum? Chuta que é macumba! Volta pro mar oferenda.

E pra divulgar o filme:  “Catraca em seu melhor papel! Passando o rodo, o pano de chão, a cera e chupando o balde”.

Com cenas picantes, nuas, peladas e cruas. Rita Catraca será a “Vanpira” que é a vampirela especialista em pegar motoristas de van, filosofia e outras enfermarias... Van é legal porque tem mais espaço e depois paga-se a corrida em espécie...

O nome do filme? “Deixa que eu chupo”...

E coloco o Nardoni jogando a reputação de Rita Catraca no fundo do mar da Coréia!

Como se precisasse...

Agora, um momento de ternura e amor. Depois de uma briga no bar, Catraca lava suas partes íntimas na sarjeta e é consolada por um ladrão boliviano de Nelson Rodrigues cantando Cartola: Em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és. O mundo é um moinho; vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó.  E de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás a beira do abismo que cavaste com teus pés.

Ah! Será um filme de terror e terrir...

As “prostivagaranhas” são perfeitas. As “Vanpiras”, com dentes curtos de piranha e apetite de orca, a baleia assassina; caem direto no pescoço e em outras partes mais roliças...

Freqüentam porões, pântanos – como seus iguais. Dormem até mais tarde e só atacam no lusco-fusco. À meia-noite transformam-se em predadoras “Lambizomes” e saem por aí tomando caldo de picanha (sem o “nha”, por favor) Knorr, triplamente qualificado e por motivo fútil.

E gostam de um pouco de Carnaval Off pra botarem In...

Acabou o milho da galinha, acabou a pipoca!

PS: Marcelo; veja do que escapou: “Vote em Dilma e acabe com esse país 'Dilma' vez”.