Home | Colunas | Walter Navarro

08/04/2010 - A sucessão passa por Minas e dá tchauzinho...

Walter Navarro


Confissão do dia: morro de inveja do Aécio Neves. Férias de quatro anos... Só passeando... Só passando o rodo... Vida de solteiro... Rico, famoso, bonito, elegante e 50 anos como o Cazuza e o plástico-bolha! Aécio como disse o Obama, é “O Cara”!

Mal passou o governo para este Adamastor da Política, meu amigo de infância, Antonio Anastasia, Aécio, perdão, Aecinho, caiu de boca na dolce vita. Sabe de cor e salto alto os endereços e noites de BH, Rio, Aspen e arrabaldes. Já avisei lá em casa, quando crescer quero ser Aécio.

Dizem que charme é ganhar sem pedir.

Aécio acaba de ganhar três páginas amarelas na revista Veja, onde escreve seu amigo e garoto de Ipanema, Diogo Mainardi.

Espaço mais nobre que as amarelas de Veja, só as capas de jornais neste estado abominável Minas! E tudo de graça! Quanto charme tem Aécio!

Já falei! Se este jornal fosse meu, a dupla AA, Aécio e Anastasia, estaria todo dia na capa. E de graça! Porque pagando, nem de graça! Fotos, editoriais; receitas de bolo, de homem, de político; até contando piada sobre Serra, Lula e Dilma. Se todos os jornais de Minas e do mundo fossem meus, a dupla seria capa e contracapa todo dia. E de graça! Porque pagando não tem graça nem valor econômico.

Assim, também resolvi dar a parte que me cabe neste latifúndio pro Aécio. Mas fiz uma entrevista diferente. Falamos de tudo, menos de política. Vamos lá!

EU: O que o senhor acha do preço da abobrinha, do pré-sal do Cabral e de catracas psicopatas nefelibatas e ninfomaníacas que transam com motoristas de van com palito na boca em mangas de camisa; pedreiros altos fortes e bonitões; garis do Boris Casoy sem porvir; lenhadores suados de camisa xadrez; modelos decadentes e até vizinhos de amigos que batem na porta pedindo uma xícara de pó (de café) ou de açúcar?

AÉCIO NEVES: Ora meu bom Walter. Muito simples. Saí do governo com 92% de aprovação pela população mineira.

EU: O senhor é notório correligionário da noite e sedutor, vive cercado de lindas mulheres, todas se achando primeira-dama. Ensine ao povo, aos eleitores masculinos, como ganhar a Libertadores e sua técnica de aproximação das gatas e como afastar as ratas interesseiras que povoam as boates e restaurantes da moda?

AN: Ora meu prezado Wagner, perdão, Walter, nada melhor do que um bom choque de gestão. Daí a implantar a meritocracia na administração federal delas é um pulo. E eu dirijo muito bem! Já o PT simplesmente não quer, não sabe e não pode fazê-lo. Como diria meu saudoso avô, varrendo a casa: “Fi-lo porque qui-lo”

EU: Ainda no capítulo perigos da noite,      qual o seu prato favorito? O que o senhor acha da famosa Maria Baldinho, troca favores sexuais por uma champanhota ou dose de uísque?

AN: Tenho orgulho de ser político. Não vejo a hora de ir para o senado e colocar a aquela túnica de senador romano. Uma vez senador; pretendo ganhar vários editoriais de jornais. Talvez até a capa da Playboy, em forma de entrevista, claro.

EU: Esta entrevista é de graça; pelos seus olhos, pelo seu charme; mesmo assim tenho a ligeira impressão de que o senhor escuta, mas não entende bem minhas perguntas vitais para o sucesso do Plano Real. O senhor acha mesmo que Lula censura a imprensa?

AN: Elementar, meu caro Walter. Já te expliquei 69 vezes que não se deve confiar em mulheres que se fazem de santas. São as piores devassas. Andam como garças – que como você sabe, quer dizer meretriz em francês, “garce” – mas são predadoras insaciáveis. Prefiro as terroristas, no bom sentido. Veja o que eu disse à Veja, por exemplo, sobre a Dilma: “ela precisa dizer de forma clara ao Brasil, qual será a participação em seu governo desse PT que faz gestos muito vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão”.

EU: O senhor ainda quer ser presidente?

AN: Enfim uma pergunta objetiva! Minha música favorita do Adelino Moreira é aquela que diz: Boneca de trapo, pedaço da vida que vive perdida no mundo a rolar.
Farrapo de gente, que inconsciente, peca só por prazer, vive para pecar. Boneca, eu te quero com todo pecado, com todos os vícios, com tudo, afinal. Eu quero esse corpo que a plebe deseja, embora, ele seja prenúncio do mal. Boneca noturna que gosta da lua,
que é fã das estrelas e adora o luar, que sai pela noite e amanhece na rua
e há muito não sabe o que é luz solar. Boneca vadia de manha e artifícios, eu quero para mim seu amor, só porque aceito seus erros, pecados e vícios, pois, na minha vida, meu vício é você

PS: Acho que vou ganhar o lugar do Jô.