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04/03/2010 - Malícia no País das Ervilhas, Brasilhas, Canalhas e Petralhas

Walter Navarro



A semana está pródiga em assuntos, mas...

Viram a estátua da Justiça naquela manifestação contra o Arruda em Brasília? A Justiça pode até ser cega, mas, tem uns peitões...

Outra imagem linda foi a de Lula, os irmãos Castro e Franklin Martins sorrindo e posando para fotos, enquanto o Zapata gritava “Viva la Muerte”! Morreu? Bem feito, como disse Lula, quem mandou fazer greve de fome? E greve de fome em Cuba é um pleonasmo!

E o Fidel vestindo Nike? Só faltou uma Coca-Cola na mão direita e uma Pepsi na esquerda! É de fazer Deus perder a fé!

Quando vi o quatrilho/quadrilha, pensei: “Que falta faz um paredón!”. Paredão neles, mas com pedra, que é pra não gastar bala com a laia.

E no velório do José Mindlin? Viram o rabino Henry Sobel alisando a gravata do falecido? Saiu de lá correndo pro enterro do Walter Alfaiate... E Lula? Elogiou Mindlin e disse que queria uns livros de sua coleção, como lembrança, mas, só os de colorir...

HaIti... CHIle... Se eu morasse num país com H e I no nome já tinha fugido...

E o Tiger Woods? Juro não fazer piadinhas boas de taco e de buraco... Mesmo porque eu também sou dependente e viciado em... Golfe!

Sei que vocês estão invejosos - e loucas para que eu trate de minhas tacadas profundas, mas, hoje é aniversário do Tancredo, logo, não poderia deixar seu centenário de lado.

Mentira! Vou falar é do neto dele que, também hoje – Santa coincidência, Batman! – está inaugurando a Aeciolândia na roça, como disse o Lucas Mendes, no Manhattan Connection.

E o lugar, de tão futurista e Avatar, é o cenário perfeito para um filme, tipo “Malécio no País das Maravilhas”.

Bom; 100 anos de Tancredo (hoje); 50 de Aécio (dia 10) e mais 50 de Brasília, (21 de abril)... Os números mostram que Aécio é o próximo Lula!

Como o Brasil só tem um arquiteto, o imortal Niemeyer; Aécio convocou nosso último fã de Fidel às origens. Cansado da Pampulha - igrejinha, Casa do Baile, lagoa e cassino que virou aeroporto para moscas em forma de museu - nosso governador bossa-nova incumbiu Oscar de construir uma nova Brasília, entre BH e o fim do mundo, quer dizer, Confins, o aeroporto internacional Tancredo Neves – santa coincidência de novo, Batman!

Acho absurda esta faraônica e nababesca Cidade Administrativa. Tenho nada lá perto pra brincar de especulação imobiliária.

E mais, em qualquer país civilizado, o centro decadente da cidade seria revitalizado. Para isso bastaria derrubar ou restaurar ou adaptar ou reformar ou recriar ou reinventar alguns dos muitos prédios condenados e abandonados e, no lugar deles, erguer novos espaços para estes vagabundos do serviço público; jardins, avenidas, estacionamentos etc.

Vivo batendo nesta tecla: se nossos governantes tivessem morado fora do Brasil, a mentalidade deles seria outra: certa, sensata, inteligente, mas...

A dinheirama gasta e/ou poupada deveria tapar outra lacuna de Belo HorIzonte (Ops! Olha o H e o I do Chile e do Haiti aí gente...): o metrô, que não temos e pelo jeito nunca teremos. Sim, porque nossa joça é trem de superfície, um troço! E um trem que ainda depende de ônibus...

Assim, sem chorar pelos milhões do leite derramado, o negócio é fazer “avec” (com) como dizem os franceses.

O negócio agora é transformar a Tancredópolis, a Cidade Administrativa, em cartão-postal. Como?

Simples! Bem antes de convidarem ($) Woody Allen para a desnecessária divulgação do Rio como locação de um filme, tipo “Vick Cristina Barcelona”, eu já tinha dado a ideia, aqui mesmo, de Woody usar BH ou Ouro Preto, com o rabino Sobel no papel de Tiradentes... Mas, ninguém me leva a sério...

Pois bem, ainda dá pra fazer!

Nada da Alice, de Tim Burton; o Avatar, de James Cameron; Guerra ao Terror; Tarantino ou George Clooney.

“Jack” ninguém quis Woody, sugiro um clássico do cinema, um drama bem picante para atrair turistas; usando a cinematográfica Cidade Administrativa num remake de “O Último Tango em Paris”, rebatizado de “O Último Frango ao Molho Pardo em Vila Paris”.

E já tenho o elenco: Alexandre Frota, Dilma Roussef e a primeira-dama Marisa Letícia, a Delícia Cremosa, no papel de margarina porque manteiga é mais cara...

Imaginem Frota como Marlon Brando em tórridas cenas de sexo com Dilma no lugar de Maria Schneider... Por que não? O cara transa até com travesti!

Imaginem Frota, de pão na mão, ordenando: “Dilma, passa a margarina...”.

PS: Pensando bem, Marisa Letícia ficaria melhor como a esposa do Marlon Brando, a suicida que passa o filme inteiro no caixão...