Walter Navarro

Eu tinha temas capitais a tratar.
Pesquisadores da Universidade de Massachusetts descobriram que os dinossauros eram amarelos! "Puffins" não são muffins de pato e, sim, papagaios do mar da Islândia setentrional, horário comercial, primeira à direita, fundos! O plástico-bolha está fazendo 50 anos! Os gays no Exército estão sempre atrás de um cabo! Ou na frente... Michael Jackson era careca e, se o Ponto G não contém mais glúten, troquemo-lo pelo Ponto H...
Porém, forças ocultas e terríveis forçaram-me a mudar de assunto.
Urge dissertar sobre os correligionários de Onan, o famoso "cinco contra um", o "descabelamento de palhaço", o "descascar da banana", o "agite bem antes de usar" ou seja, o tabu da masturbação! Com moderação, porque, como diria Tancredo Neves, o outro nome de Minas é liberdade condicional.
Já contei aquele clássico do Juca Chaves sobre o menino que tocava tambor dia e noite, perturbando todo mundo. Tentou-se de tudo e nada. Convocaram a psicóloga do prédio que, em três minutos, convenceu o pestinha a parar. Indagada sobre o milagre, ela respondeu: "Apenas ensinei-o a se masturbar". Calma gente, o assunto é sério. Chego lá.
No filme "Quem Vai Ficar com Mary?", um amigo ensina a outro que, antes do primeiro encontro com uma linda mulher, é recomendável masturbar-se, caso contrário é a mesma coisa que sair com uma arma carregada, no caso, pistola. Um perigo!
Penetro então o tema, depois dessa poética introdução.
Mário? Que Mário? Meu amigo Mário Melillo, competente técnico em comércio exterior, mora em Madri. Seu codinome literário é Curiango, estranho pássaro que só sai no lusco-fusco...
Gosto do Mário porque ele é como eu: um tarado. Tarado e imodesto diz que, se além da pinta de latin lover, tivesse olhos azuis, ia ter pra mais ninguém. Pelo menos no lusco-fusco...
Hoje anda inofensivo, bem casado, pai de família. Mas seus instintos mais primitivos continuam ativos.
Conta-me o devasso que na Espanha não se fala em outra coisa: "Junta da província espanhola da Extremadura decidiu promover uma campanha para promover a masturbação. Os responsáveis políticos da região decidiram incentivar uma sexualidade saudável entre os adolescentes através do encorajamento da prática sexual solitária. O slogan ‘O prazer está nas tuas mãos’ dá o mote à campanha no valor de 14 mil euros e que passa por cartazes, folhetos, internet e workshops".
Extremadura é uma região mais pobre e muito conservadora. Para piorar, a população masculina é maior que a feminina. Que coisa medonha! O PSOE (mistura de PT com PSOL), partido do governo local e do primeiro-ministro Zapatero, resolveu neutralizar uma possível futura onda de abusos sexuais com essa brilhante e cremosa ideia: ensinar os jovens a arte da masturbação, como se fosse necessário...
O negócio virou pilhéria nacional. Os extremeños de Madrid estão fulos com a gozação. Uns mais gaiatos dizem que, dependendo da professora e se for boa de punho, já estão inscritos.
O nome já diz tudo. Hay que ser extremadura pero sin perder la ternura jamás.
Mário se lembrou até do amigo Marquinho, em sua Itabirito natal, inventor de uma estrovenga chamada MDBG: máquina de "bater gaiola", que fez sucesso na vizinhança, (acompanhada de revistas "Penthouse" norte-americanas, já que, em 1977, as brasileiras nada mostravam). Foi um sucesso, o sujeito podia folhear a revista enquanto a máquina fazia o serviço.
Ah! O material "didático" de 14 mil euros veio de uma loja em Madrid que atende pelo sugestivo nome Los Placeres de Lula, quer dizer, Lola...
Apesar de toda a polêmica, a região da Andaluzia também quer incentivar o crescimento de pelos nas mãos de meninos e meninas…
Concordo com Extremadura e Andaluzia. E já fiz a parte que me cabe nesse latifúndio, melhor, pântano! Tenho na mão esquerda a edição carnavalesca da "Playboy", com a rainha de bateria da Mangueira, Renata "Curvas da Estrada de" Santos.
Um detalhe! Se a moda pegar aqui, vai ser nojento cumprimentar as pessoas sem luva.... Por outro lado, o Brasil vai melhorar. A violência sexual cairá sensivelmente. O consumo de drogas, traições conjugais e DSTs também porque as pessoas ficarão menos ansiosas (taradas).
Podemos ainda aplicar o onanismo em Brasília. No plenário, em vez de usar as mãos para enfiar dinheiro em meias e cuecas, deputados e senadores, depois do Viagra, aliviar-se-iam frenética e coletivamente. A sujeira seria bem menor e mais fácil de limpar.
PS: Ah! Quem tem um dedo a menos pode pedir uma mãozinha...