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28/07/2011 - Elvis não morreu! Já a Amy Whiskhouse...


Walter Navarro

 
Eu ia escrever (elogiando) o novo CD do Chico, muito originalmente batizado de “Chico”... Mas, aí ouvi falar que a Amy Winehouse morreu e resolvi prestar minha humilde homenagem a esta que foi o farol de toda uma juventude, exemplo para gerações; a Tim Maia da Inglaterra.

Ainda escrevo sob os calores da emoção desta perda inestimável. Com Amy morre a palavra integridade! Amantes? Nunca os teve! Até o fechamento desta edição ninguém sabe o que matou Amy Wiborowahouse. Todavia, tenho minhas suspeitas. Acho que Amy morreu porque bebeu água pensando ser vodca...

Criatura atormentada pelo seu passado de Oliver Twitter, perdão, Twist; o fracasso parece ter-lhe subido à cabeça e Amy Beerhouse nunca conseguiu comprar Coca-Cola com casco de Pepsi. Ela era infeliz e sabia.

Dona de beleza exótica, logo na mais tenra infância era levada pelo pai ao zoológico e depois ao circo. Como atração! Eu até comê-la-ia, em consideração à sua música feroz, mas, além dos peitos de silicone, nunca vi nada de apetecível em Amy Ginhouse. Mais fina que as pernas dela só minha renda...

A mítica e gostosa Rita Hayworth lamentando-se desta vida cruel dizia que os homens – estes seres abomináveis e fedorentos – iam para a cama com Gilda (sua personagem mais famosa e boazuda no cinema) e acordavam com Rita.

O problema com Amy devia ser pior. Os caras dormiam com Wine e acordavam com a ressaca dele...

Acho precipitado e injusto afirmar que Amy Everythinghouse morreu de overdose de vinho, whisky, vodca, gim, heroína, cocaína, crack, maconha e glúten. Mesmo porque, Amy só se drogava quando bebia. Mas, bebia, bebia, bebia... Outros dizem que ela só bebia quando se drogava. Mas, se drogava, drogava, drogava...

No fundo, a morte de Amy deveria servir como exemplo a esta juventude transviada. Principalmente no Brasil, onde crianças consomem doses industriais de novela durante a semana e até Faustão, em pleno domingo.

No pavoroso mundo das drogas, você começa de leve e sempre quer mais. Você, para experimentar novas emoções e adrenalina – conheço milhões assim – com os amigos mais idiotas e inconseqüentes; vota no Lula e fica ali, testando, viajando, só no sapatinho, só na brincadeira. Dá um barato gostoso de quatro anos, parece que vai passar; que tudo vai dar certo. Neste delírio coletivo, você começa a achar que Lula inventou a roda e depois o Brasil. Quando percebe, perdeu quatro anos, mas, quer mais, já tá dependente dos erros de português, das bravatas, dos ataques histéricos, da megalomania, da mitomania, do Bolsa Família e dos diários escândalos do dia.

Começa a tomar propina na veia, a cheirar cueca suja do Zé Dirceu e a fumar toras de corrupção e Sarney.

Tarde demais. Completamente viciado, vota no Lula de novo. Aí fudeu! Só pensa em injetar mensalão cinco vezes ao dia, até cair. E mensalão com cachaça!

Nesta fase, você, totalmente cooptado e dominado, sai votando em governadores, deputados, prefeitos, e em vereadores nas esquinas mais sujas e devassas.

Você já não pensa com a própria cabeça, vira um autômato sem reflexão. Acha que o Brasil é o Nirvana e com Kurt Cobain!

Começa também a roubar e vender os votos da família para comprar mais Lula...

Quando ele acaba, pronto, a pessoa humana passa a se prostituir e a se contentar com drogas genéricas e mais baratas; começa a consumir até Dilma! Daí, só internação em fazendas coletivas de trabalhos forçados; onde te plantam a mandioca, nabos, cenouras e outras leguminosas de duplo sentido. Fuma grama seca, orégano e esterco. Bebe leite! Cheira rapé! Uma tristeza do Jeca!

Ouvi outra versão para a morte e a morte desta Quincas Berro D’Água de Londres. Ela teria sido assassinada por um terrorista norueguês, cansado de comer bacalhau português.

Por falar nisso, quem matou Celso Daniel?

O Salomão Hayala eu sei; foi o Edwin Luisi (Felipe), pelo menos na primeira versão de “O Zoroastro”, em 1977.

Amy Vermouthouse pode ter morrido de fome porque, nova no bairro, não sabia onde era o supermercado. Pensando bem, não. Morte por fome não é notícia. Na Somália morrem milhares de crianças por dia e ninguém tá nem aí.

Se os médicos acharem vestígios de sangue humano em Amy Bloodymaryhouse, provando que ela estava mais limpa que Michael Jackson e Keith Richards; em último caso, basta perguntar aos grampos do primeiro-ministro David Cameron. O problema é que, por osmose, os grampos da Amy Matinihouse devem viver doidões.

RS: Realmente they tried to make Amy go to rehab, but she said “no, no, no”.