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NAVARRO DOMINGO, 17 DE JANEIRO DE 2010

Fábrica de letras

Carlos de Brito e Mello, vencedor da categoria Jovem Escritor Mineiro da primeira edição do Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura, publicou recentemente o romance “A passagem tensa dos corpos” pela Companhia das Letras. Carlos recebeu da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais R$ 42 mil para se dedicar à obra. Aos novos interessados, o Prêmio recebe inscrições até dia 30, em quatro categorias. Serão distribuídos R$ 212 mil. Veja o edital no
www.cultura.mg.gov.br.


Obrigado doutora

Em homenagem à médica sanitarista Zilda Arns, morta no terremoto do Haiti, a Rádio Inconfidência FM reprisa, hoje, às 21h, a entrevista de uma hora que ela concedeu recentemente ao apresentador do programa FrenteVerso, jornalista e escritor Marco Lacerda. Sexta-feira, o programa teve mais de 200 requisições de todo o Brasil. Mui merecidamente.
 

O Cara, o confiável

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha apontou Lula como o brasileiro mais confiável. Num ranking de 27 personalidades, ele ficou com nota média 7,9 à frente de nomes como William Bonner, Silvio Santos, padre Marcelo Rossi, Roberto Carlos e Chico Buarque. Só há uma explicação. A pesquisa deve ter feita na casa dele e só com Dona Marisa Letícia.


O mistério de Pery

Por que o cantor Pery Ribeiro não tem o sobrenome da mãe, Dalva de Oliveira ou do pai, Herivelto Martins? Nossa dúvida cruel, lançada aqui mesmo, na esteira da micro-série global, “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”; foi resolvida por ninguém menos que o jornalista e presidente da Rádio Inconfidência, nosso querido e idolatrado Valério Fabris, que sabe tudo. Pery, nascido em outubro de 1937, logo, com 72 anos, é Ribeiro por opção ou por falta dela. Calma. Valério explica.
 
O mistério resolvido

Fala Valério: “O sobrenome (Ribeiro) é artístico e lhe foi dado nos anos 50. Quem juntou o Pery, da pia batismal, ao Ribeiro, dos primeiros passos no palco, foi César de Alencar, o apresentador da Rádio Nacional. Alencar não gostou do Pery Martins, temendo que isso o aprisionasse à figura do renomado pai. Muito menos do Pery de Oliveira, porque sobre ele pairaria, para todo o sempre, a sombra da famosíssima Dalva. Pery era adolescente quando se apresentou com o Ribeiro.


Curtas e finas

* Pery Ribeiro, garotão até hoje, foi o primeiro a gravar Garota de Ipanema, em 1962.  Tem, portanto, os pés nas duas eras da música brasileira, dividida entre o antes e o depois da Bossa Nova.

Valério Fabris dá o caminho final das pérolas: para se usufruir da versatilidade desse sujeito, é bom e barato ir à coleção da “Folha de São Paulo” sobre os 50 anos da Bossa Nova.  Nela está o CD dedicado a Pery.

Mais: Pery gravou, há uns cinco anos, ímpar CD: S’ Wonderful.  Nele estão, em uma interpretação bossanovística, tesouros da música americana.
 
* Do nosso Guia Politicamente Incorreto, mas genial:

“A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e um morto rotativo”, de Millôr Fernandes.

“Brasil? Fraude explica”, de Carlito Maia.

* Olha o carnaval aííííííí gente: Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, à beira do casamento, vão curtir o show de Preta Gil, no Camarote Número 1 e os desfiles das escolas de samba, no Camarote da Brahma, na Sapucaí.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos