Home | Colunas | Navarro

NAVARRO TERÇA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2011

Barbara Dutra

O Dr. Flávio Pentagna Guimarães, prestigiando os anfitriões Silvana e Márcio Alaor de Araújo, aniversariante que celebrou 50 anos em grande festa

Vai ou não vai?
Na escaldante sexta, animado grupo elogiava os novos bares da rua Antonio de Albuquerque. Claro que, logo, o papo alcançou a tão falada e almejada revitalização da Savassi que, para uns são favas contadas, para outros, coisas de São Tomé. Quem está mais por dentro do assunto, garante que as obras começam ainda neste primeiro trimestre. Tomara! Seria fundamental para o embelezamento da zona sul de BH, para o cartão postal que é a Savassi, seu charme, comércio boêmio e cultural.

Vai que vai
Palmas para os pais do projeto, Edwiges Leal e Eduardo Beggiato, do escritório B&L Arquitetura, que também assinam a Restauração da Praça da Estação, com suas belas fontes. O projeto contemplaria originalmente oito quarteirões, o quadrilátero principal. Mas, parece que apenas alguns serão revitalizados. Os dois trechos da Pernambuco e da Antonio de Albuquerque, “meia-boca”, fachada a fachada com calçadões formando bulevares. Ficaram de fora as avenidas e as ruas circundantes.

Vai e não vai
Estamos falando das ruas Fernandes Tourinho, Tomé de Souza, Paraíba e Alagoas. Para muita gente, com quem conversamos, esta opção é uma pena, desperdício, pois o projeto foi concebido mirando conjunto de ações e procedimentos, como iluminação para a seguranca, pisos para a estética e acessibilidade, paisagismo para beleza, conforto ambiental e visual.

Vai pela metade
Na sensata opinião dos consultados, um projeto urbanístico produz sensações aprazíveis, de bem estar, encantamento. Um projeto esfacelado e puntual vai produzir o quê? Um resultado diluído e pobre, recauchutado. Este pensamento fragmentado, parcial, mata qualquer ideia de projeto, conceito e planejamento global. “Bye-bye” identidade da Savassi, a centralidade natural e histórica criada pela população, que deslocou, num tempo, o centro de importância e geográfico da cidade!

Vai e não foi
A gente fica imaginando: tudo arrumado e “bonitinho” na rua Pernambuco, com mobiliário urbano, iluminação, pisos, câmeras de segurança, árvores, flores, etc. Daí você vira uma esquina e, no mesmo quarteirão, tudo escuro, esburacado, sem seguranca, descuidado, como se estivéssemos em outra cidade. Perdemos a leitura do lugar "locus" Savassi. Lamentavel!


Curtas e finas

* O competente prefeito Marcio Lacerda não deveria contar apenas com a boa vontade da iniciativa privada. Envolvendo-se mais, entraria para a história como um grande administrador.

Passarinho nos contou que o projeto de revitalização da Savassi corre o risco de ser amputado, devido ao corte orçamentário.

Dos R$ 16 milhões previstos, a PBH só pode realizar a obra com a contrapartida dos R$ 9 milhões do Pátio Savassi.

Torcemos para que não seja verdade. Marcio Lacerda perderia um gol de placa; e BH, um presentão.

* Sidney Magal arrasou no aniversário do vice-presidente do Banco BMG, Márcio Alaor de Araújo, sexta, no Minas II. Como sua vida “tem sido repleta de presentes, queria compartilhar com quem necessita”. Ao invés de presentes, pediu doações para a Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis.

Na celebração, Márcio exibiu para amigos, familiares e demais dirigentes do BMG – como o presidente, Ricardo Guimarães – um grande cheque com o valor arrecadado: R$ 66 mil.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos