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NAVARRO DOMINGO, 17 DE OUTUBRO DE 2010

Arquivo pessoal

Em Bogotá, Beatriz Navarro respira a cultura colombiana, ao lado da escultura de Fernando Botero

Virada turística
Depois de reduzir bastante suas taxas de criminalidade, a Colômbia agora está comemorando o aumento de 40% do número de turistas brasileiros no país. Os destinos mais procurados são a capital, Bogotá, Cartagena e – quem diria – Medellín, que, há anos, só aparecia nos jornais de todo o mundo por sua participação no tráfico de drogas e hoje é exemplar.

Virada histórica
Testemunhas da “nova” Colômbia são nossos leitores, a psicóloga Beatriz Navarro e o fotógrafo Luiz Rocha, que, há pouco, visitaram o país. Bogotá, com 8,5 milhões de habitantes, surpreende por sua história, natureza e arte, além da segurança: “Os policiais armados nas ruas lembram a polícia do Rio, com seus fuzis”, conta Bia. Para ver a  dimensão da cidade, legal é subir ao Cerro de Monserrate, por funicular ou bondinho. Nesse ponto turístico, a altitude chega a 3.100 metros.

Virada cultural
Continua Bia: “O centro histórico, com a Plaza de Bolívar no meio, é parada obrigatória. Lá, a história da colonização espanhola está muito bem preservada. Vale uma visita ao Museu Botero, maravilhoso e gratuito. Compras e gastronomia são um capítulo à parte. No bairro norte estão os shoppings mais bacanas e nas ruas, lojas Dolce & Gabbana, Diesel, Tom Ford, Adidas, Nike, etc. Como a tributação é menor que no Brasil, as compras saem pela metade do preço”.

Virada “caliente”
Outras dicas: “Os restaurantes mais legais também estão por ali. Em particular, o Andrés Carne de Res, ponto obrigatório dos turistas, onde, após o delicioso rodízio de carnes, a casa vira uma boate, ao som de salsa e merengue, pondo todo mundo pra dançar. Nos arredores de Bogotá, não deixe de ver a Catedral do Sal, construída dentro de uma mina de sal”, fala Bia.

Arquivo pessoal

Em outro clique da viagem à Colômbia, Luiz Rocha, sobre o cenário azul

Curtas e finas

* Mais de Bogotá, segundo Bia: “O livro ‘Não há silêncio que não termine’, de Íngrid Betancourt, lançado mundialmente, é vendido em cada esquina no centro da capital. Eu estou lendo. Para quem quer conhecer a Colômbia, não há dica melhor”.

Finaliza Bia: “Se gosta de mar, o ideal é pegar um voo para Cartagena das Índias, um paraíso. Cidade mágica, colorida e romântica. Patrimônio cultural da humanidade, com uma arquitetura colonial de cair o queixo”.

“É o Caribe colombiano, com suas ilhas e mares límpidos, vida noturna inigualável, restaurantes maravilhosos, hotéis para todos os bolsos. Volta à memória cenas do filme ‘O Amor nos Tempos do Cólera’, adaptado da obra do escritor Gabriel García Márquez, que morou lá”.

* Até 23 de dezembro, no Palácio das Artes, tem a exposição coletiva “Amazônia, A Arte”, iniciativa da Fundação Vale e Fundação Clóvis Salgado.

* Neste fim de semana, começou o 2ª Festival Gastronômico do Mercado Central, celebrando seus 81 anos. Vai até dia 24.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos