Barbara Dutra

Elza Soares, “a voz do Brasil”, entre seus “microfones”, Elizabete Martins Campos e Luiz Tito
A Elza do Brasil
Terça, no “clube” do condomínio onde reina nosso vice-presidente geral, Luiz Tito, e sua impagável Virginia Pastor, no Luxemburgo, tivemos o raro e literal histórico prazer de dar dois beijinhos no rosto da mítica cantora Elza Soares. A “Doce Leoa”, a diretora Elizabete Martins Campos, sua assistente Tatiana Tonucci e a produtora executiva Joelma Matos apresentaram o projeto do longa-metragem/documentário “A Voz do Brasil”, sobre a cantora “ressuscitada” por Caetano Veloso.
O sol do Brasil
A própria Elza Soares convidou Elizabete para dirigir o filme. A noite foi memorável porque, além da simpatia do grupo, convidados afinados e finos, singulares acepipes e um risoto de carne de sol com banana da terra e couve de esfolar os joelhos – tudo da Pimenta Gastronomia & Produções – pudemos conhecer mais sobre Elza em emocionante depoimento.
O sal do Brasil
Elza, neta de mineiros, filha de mineiro, como seu primeiro marido; lembrou a infância pobre: “Eu jurei que, em vez de comer numa lata de goiabada e beber café numa lata de leite condensado, um dia eu teria prato e copo. Em vez de panos velhos, um dia eu dormiria sob lençóis, o importante é acreditar, lutar para vencer e principalmente ter alguém que nos ajude no início e quando precisamos”. Depois, Elza inebriou a todos, cantando, sentada e a capela, “Meu Guri”, de Chico Buarque.
O sal da terra
Ao lado do jovem e atual marido, Bruno Lucide, Elza revelou seu segredo de juventude: “Estou amando e sendo amada (...) Digo sempre que não existe derrota para quem nasceu pra vencer. A vida é uma luta eterna. Você tem que ser verdadeiramente humilde, mas com sabedoria. Nasci em Padre Miguel e, através do Grande Otelo, estudei Direito. Não desistam nunca”.
O sal da vida
E Elza finalizou: “As portas estão abertas para outras Elzas, é só bater. E ter coragem de abrir, absorver bem as críticas. A gente não vive só de beijinhos e abraços. Eu choro e sorrio nos momentos certos”. Sobre Garrincha, seu mais famoso ex: “O Mané não merece que falem mal dele, nunca; merece só elogios”. Elza agradeceu o carinho e a oportunidade “de acreditarem numa menina, que veio com uma lata d’água na cabeça e se tornou a cantora do milênio, pela BBC de Londres. E negra!”
Curtas e finas
* Da diretora do filme, “A Voz do Brasil”, Elizabeth Martins Campos, ainda buscando financiamento: “Já temos 70 horas filmadas. Elza Soares é um ícone brasileiro, mito vivo, ligada ao futebol, ao samba e à própria história da música popular brasileira”.
Da produtora executiva, Joelma Matos: “Luiz Tito é exemplo para os empresários por apoiar a cultura no Brasil”.
* De Esterzinha Negrão de Lima ao amigo Célio Costa: “Conheço Dilma desde adolescente, ela batia na própria mãe”.
* A fotografia de Jomar Bragança, José Israel Abrantes e Marcílio Gazzinelli, na AM Galeria, Funcionários. De hoje a 6 de outubro.
* Hoje, o Banco do Brasil arma camarote no Uai Folia, com Claudia Leitte.
* A joalheria Ãnima e o designer Paulo Armando lançam a coleção primavera/verão, hoje e amanhã, na Morar Mais. Meia entrada contra peça de roupa ou brinquedo.
* A Academia Rodrigo Lopes convida para churrasco de confraternização – e aniversário da professora Wanessa “Lôra” –, amanhã, às 13h, Pampulha.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos