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NAVARRO SEGUNDA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO 2009

O início do fim

Voltando ao assunto de ontem. Esta novela de Selva de Pedra: empreendimentos imobiliários e milionários sem fim, trânsito caótico, acessos e saídas restritas, na região de Nova Lima, começou nos anos 1980, quando o vereador Otimar Bicalho, administração Sérgio Ferrara aprova, atendendo a interesses privados, engatou a implantação do Belvedere 3; a verticalização, contrariando moradores do Belvedere 1 e 2. Depois, o prefeito Eduardo Azeredo, alegando ilegalidade, barra o projeto.
 
O fim da picada

A guerra continua. Até hoje, a PBH questiona na justiça os impactos negativos do Belvedere 3. Consultamos a arquiteta Edwiges Leal. Para ela, o planejamento urbano não pode ser um paliativo. Precisa de ações do poder público, privado e da sociedade civil organizada. É a “crônica de uma morte anunciada”. Todos os agentes envolvidos sabiam dos problemas decorrentes de uma migração urbana tão rápida e volumosa. Nenhuma cidade está preparada para este movimento em tão pouco tempo.
 
Picada sem alça

Edwiges continua: isso; alças, pistas, viadutos, é transferir problema. O congestionamento que chega até a Contorno se dará na entrada ou saída da futura alça! Não faz sentido “mexer” apenas em Belo Horizonte; mas também em Nova Lima, Rio Acima, Raposos e Brumadinho. A concessão não pressupõe “fazer o estrito da lei”, “o que se quer” ou pior “o que dá mais dinheiro”; mas sim critérios técnicos visando o bem comum. Drenar os recursos naturais é “matar a galinha dos ovos de ouro”. 

Picada sem fim

Edwiges lembra ainda que, o paraíso a dois passos de Belo Horizonte, que antes atraiu os empreendedores dá lugar ao desconforto. Como aconteceu no bairro de Lourdes; levando à expulsão de vários moradores para o então “edén prometido” do Belvedere! Tanto que uma migração contrária, do Belvedere para a cidade já é apontada por alguns especialistas.
 
Fim feliz

Finaliza Edwiges: não podemos errar na bola da vez: o entorno da Cidade Administrativa e Vetor Norte. A linha verde e a nova Antônio Carlos serão insuficientes, pedindo novas alças, viadutos  e corredores. Confiar que a administração pública tem poder para resolver os problemas urbanos sob pressão só faz criar uma cidade caótica, imprópria para se viver.


Curtas e finas

* Este mês, Belo Horizonte ganha mais uma loja Cristais Cá d’Oro. Depois de sete anos na Savassi, a família Seguso abre a segunda e ampla loja, agora no alto da avenida Afonso Pena, no Mangabeiras, com projeto do arquiteto Eraldo Pinheiro.

* Que beleza! O Redentor Lourdes, além de oferecer pacotes para os eventos de fim de ano, dependendo do número de pessoas, o traslado fica por conta da casa. 

* A estilista Sayonara Lopes, a designer de objetos e de interiores Vivien de Casttro e a artista plástica e designer de jóias de carreira internacional, Carmem Gusmão se uniram em projeto surpreendente.

É o Emporium Moda Arte Decoração para gentes finas com produtos de suas últimas coleções. De hoje ao dia 20 de dezembro, de 10h às 22h, no show-room de Vivien de Casttro, São Pedro.

* Para as tardes de verão. Dia 16, o tradicional e famoso “Chá das Cinco” inglês vem para o Brasil e vira Chá do Chez: serviço completo de chá de segunda a sexta, das 15h às 18h, no restaurante Chez Bastião.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos