Ao psicopata favorito
Em almoço no restaurante A Favorita, antes da palestra à noite, no Ouro Minas; conhecemos a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva. Como anfitrião, Sebastian Justo, da Quadrifólio, que a trouxe para BH. Também à mesa, Cira Carvalho e Simone Demolinari, amiga que já tinha nos apresentado o trabalho de Ana Beatriz, quando concluía sua elogiada tese de mestrado sobre psicopatia. É que o livro da psiquiatra, “Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado”, é a “bíblia” do tema.
Ao psicopata elegante
Bacana é que ganhamos preciosa aula particular. A doutora falou dos psicopatas que vivem disfarçados entre nós e dos valores psicopáticos incorporados à cultura moderna, baseada em três princípios: o individualismo, “obrigação moral” de ser feliz em detrimento de qualquer outra obrigação com os demais; o relativismo, no qual todas as escolhas são igualmente importantes e não há hierarquia de conduta – qualquer ação que satisfaça o indivíduo é válida e não pode ser questionada.
Ao psicopata esquisitão
E pra completar, o instrumentalismo, em que o valor das pessoas e das coisas se resume no que elas podem fazer pelo indivíduo. Como estamos no auge da cultura do “tudo pode”, perguntamos a Ana Beatriz o que leva meninos ricos, cheios de si, viverem cercados de mulheres e champagne nas boates (só fazendo “cena”), mas que acabam transando com homens?
Ao psicopata atormentado
Para a psiquiatra, na captação do prazer, dentro dessa auto-concedida liberdade individual, começa então a busca pelo igual, levando homens a encontrarem o prazer em seus pares, o que também acontece com as mulheres. Fica a pergunta: Como estabelecer valores morais e éticos numa cultura em que são priorizadas as escolhas pessoais em detrimento do outro?
Curtas e finas
* Em tempo: Ana Beatriz foi consultora da novelista, hoje amiga, Glória Perez, em “Caminhos das Índias”. Dica da psiquiatra: o filme “Conduzindo Miss Daisy”.
* É Hoje! Chegou a Livraria Mineiriana Belo Horizonte, a maior livraria de rua da cidade. Rua Paraíba, coração e mente da Savassi. O nome é homenagem aos grandes tesouros literários de Minas, mas a livraria já nasce cosmopolita.
Ao timão, a linda Juliana Campos, “peixinha” do pai, o “peixão” Fábio Campos, da Livraria e Café da Travessa. Mais um ponto cultural, supimpa acervo literário, lançamentos, café bistrô, ala infantil e mini auditório.
A Livraria da Travessa? Será um café cultural - o Café da Travessa: música ao vivo, exposições, bar e tudo que ela sempre deu de ótimo à aniversariante Belo Horizonte, que ganha este presentão de véspera.
* Alexandre Gribel e Gribel Pactual comemoram o sucesso com grande festa, hoje, no Clube Charlê, Sabará, tendo como atração show de Bruno Lopes.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos