Barbara Dutra

Ela é vencedora e merece todos os aplausos: Mariângela Lima
O início do caldo
Cúmplice de Mariângela Lima, desde nossos primórdios, ao participar da festa comemorativa dos 20 anos da super promoter, constato o quão estranho sou no ninho, hoje. Paro e reflito mais: a fila anda! E como! Como cresceu e como os “peixes” se multiplicaram. Lembro-me bem quando começamos juntos, fazendo parcerias aqui e acolá com o toque mágico de Paulo Rossi. Éramos uma pequena tribo, sedenta de aglutinar gente em espaços públicos, espaços esses que eram restritíssimos.
O início do caldeirão
Fora alguns bares e restaurantes, incluindo o lendário e saudoso L'apogée, a falta de espaços maiores lavava-nos diretamente ao britânico Automóvel Clube, ao Iate e ao PIC, na Pampulha. Eram inimagináveis estes galpões de hoje na região do Posto Chefão que abrigam mil, duas mil pessoas, como o Mix Garden que, sábado, bem acolheu os correligionários de Mariângela. Por sinal, foi nesta mesma “praia” de Nova Lima, que começou a fincar sua festa junina, o mítico Expressinho Canadá.
Caldeirão da Mariângela
Menina-moça destemida e determinada, Mariângela arregaçou as mangas desde que chegou de Uberlândia. Com carisma, arregimentou devotos e beatas para um circuito itinerante ora inaugurado. Ao seu lado e também do noviço vendedor de idéias, Paulo Rossi, estreamos festas na Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha, Espaço Luminis, galpões na Andradas.
Caldeirão de pioneiros
Galpões como o Drosófila e o Nacional, do restaurante Favela, da mitológica Scape, de Márcio Mello, bufê do Espaço Luminis, da Maria Enny (Maccielina), da Denise Magalhães, a boate naSala, etc. Espaços esses, na maioria das vezes, inaugurados com festas da Paulo Navarro Comunicação. Dado a demanda, surgiam aí também os serviços de infra-estrutura.
Caldeirão de filhos
Novos bufês, segurança e manobristas, provavelmente frutos da geração “Anjos da Guarda”. Desabrocharam também os DJs, substituindo as geniais orquestras, novos promotores de eventos, novas decoradoras além de Olguinha Lambertucci, Amadeu Scarpelli e Denise Magalhães. Emergiram ainda os colunistas, os mercantilistas sociais as “fatos e fotos” regionais, vitrines e vitrines vazias de uma geração que, neste alvoroço, atropelava o conteúdo embrionário da bandeira da integração social.
Curtas e finas
* Nasceram os meninos “cheios de si”, abonados, sinceros equivocados. Os afetados, deslumbrados, oportunistas e psicopatas sociais. E atrás dos verdadeiros ou mascarados bons partidos vieram as “saideiras”, as casamenteiras.
Entre novas tribos e dialetos, sou mero expectador, ilhado frente à segunda geração Coca-Cola, “filhos” meus e de Mariângela que, neste caldeirão, agrada desde os fãs da música sertaneja (que detesto), até do pop bacana de Frejat.
Quanto à “solidão na multidão”: “Senhor, concedei-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para perceber a diferença.” E respeitá-la, né?
* República do Jambreiro Bistrô e Casa do Cogumelo apresentam: Sabor e Arte, hoje, às 20h, no Asiart, de Maria Inês Las Casas, Lourdes. O chef Leo Spin prepara delícias à base de cogumelos.
* Otávio Clementino é o novo Cidadão Honorário de BH, por indicação da presidente da Câmara Municipal, Luzia Ferreira. Hoje, às 19h30.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos