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NAVARRO SEGUNDA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2010

O primeiro canalha é inesquecível
Finalmente, depois de 47 anos, sem sair de cima, vai sair o primeiro livro do canalha do primo Walter Navarro. Palmas para a editora Dimensão que teve a coragem do ato insano. Mentira. Brincadeira. O livro é do Walter, mas tem nada de Alexandre Nardoni. Pelo contrário. As 29 crônicas escolhidas são das mais líricas praticadas pelo autor. Em “O Canalha Amoroso”, estão lá textos sobre “queridos desaparecidos”, “amores que já foram tarde”, amigos e histórias que não terminaram.

O primo canalha é inesquecível
Pelo caráter romântico – Os Brutos também amam - sua eterna e favorita vítima, Lula, ficou de fora. Por enquanto. As crônicas em sua maioria e desde 2001 foram publicadas aqui em O TEMPO e na revista Star. Algumas são inéditas, escritas especialmente para esta ocasião de raro esplendor e nenhuma modéstia. Depois a gente fala mais, pra criar um suspense babilônico. “O Canalha Amoroso” será lançado dia 29, no Café da Travessa, a antiga livraria, onde todas as crônicas nasceram.

Barbara Dutra

Zilda Santiago, Gustavo Portela, Flávia Soares e Junia Chiari, na festa “Anos Dourados” do Grupo Foco de Decoração, no Iate Tênis Clube

Menos é mais
No filme “Coco antes de Chanel”, de Anne Fontaine, “grita” na tela a influência – sentida até hoje, quase 40 anos após sua morte – da estilista mais importante da história; não só na moda, mas no comportamento. Revolucionária, primou pelo básico, despindo as mulheres de todo o exagero no vestir. Lembramos, então, do que nos contou Claudia Fares, à época da exposição “Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI”, da qual foi curadora, ano passado, no Palácio das Artes.  

Mais que peruas
Resumo da aula de Claudia sobre a origem da “perua brasileira”: com a vinda da Corte Portuguesa, as mulheres do Rio – antes reclusas – conhecem a vida social e passam a copiar a recém-chegada moda européia. Mas exageram, à maneira das ricas que chamamos de “emergentes”. Triste é que, mesmo depois de Chanel e da revolução sexual, as peruas resistem. 

Menos alinhadas
Constatamos a sobrevivência da “espécie”, até hoje, observando madames e moçoilas nos salões em festas de casamento, 15 anos, formaturas e mesmo coquetéis. Algumas são elegantes e bem vestidas. A maioria, porém, que terror!  É de fazer Chanel se revirar no túmulo. Em tempo: a fantástica exposição de Claudia vai brilhar em Ouro Preto, com apoio da Fiemg.


Curtas e finas

* Alegre e desolada turma convida para a missa de sétimo dia do querido jornalista Marcelo Rios, hoje, às 19h30, na Capela do Colégio Arnaldo.

* Em 23 de março, deixamos passar duas sessões de autógrafos super prestigiadas. Na livraria Scriptum, o lançamento de “Espelho Mágico” (editora Multifoco), segundo livro de poemas de Guilherme Parreiras. Mineiro, há anos radicado nos EUA, é também músico, diretor e escritor de peças teatrais e roteiros.

Depois, a comemoração dos 50 anos de sacerdócio do Frei Claudio Van Balen (43 deles na Igreja do Carmo), lançando “Transbordar – Espiritualidade da inserção” (editora O Lutador), no Minas 2. A renda foi revertida para a melhoria das moradias de deficientes físicos no Morro do Papagaio.

* O Instituto Aletheia – Ciência e Espiritualidade promove palestra e performance de pintura sobre o tema “Espiritualidade e Criatividade”, com o artista plástico Fernando Pacheco, dia 14, às 20h, no Sollus, Funcionários. Entrada franca.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos