Arquivo pessoal
Moema Breves, num dos “pontos turísticos” dos fashionistas no último verão em Londres, o sofá da vitrine de uma loja multimarcas do momento
Falta de grana
Fechando nossa “série” sobre o almoço com José Wilker, terça, na Academia de Ideias; o gente fina falava da dificuldade em levar peças para outras praças, Brasil afora, além do Rio: “O público só enche a casa no primeiro dia de espetáculo”. Wilker não acredita nem no poder de bala de um ator em cartaz na Globo. Citando Brasília como maior exemplo, disse que as taxas dos teatros são cada vez mais caras. Pra piorar, não se consegue mais o patrocínio de companhias aéreas ou de hotéis.
Grana na meia
O mesmo vale para BH: os patrocínios cobrem nem a estadia. E não acaba por aí. Segundo o ator, sobretudo no Distrito Federal, a meia-entrada envolve idosos, funcionários públicos, deputados, policiais, etc. “Dinheiro, só na ‘meia’”, brincou. Resultado: viram reféns da bilheteria. Wilker lembrou que em Nova York há apenas setores com preços diferenciados. Assim como são diferenciados os atores – grandes estrelas, só na alta temporada. No mais, são substituídos por vilões de TV.
Meio engraçado
Ah! As peças da Broadway geram até ações nas bolsas de investimentos. Falando em bilheteria, nosso papo com José Wilker terminou com uma curiosa explicação sobre a origem do termo “merda” como “boa sorte” no teatro. Isso porque, antigamente, o sucesso de público era avaliado pela quantidade de cocô de cavalos (que puxavam as carruagens) na porta do teatro.
Cargo perfeito
O empresário Franklin Bethônico é o novo diretor social do Automóvel Clube. Ótima ideia do diretor financeiro Alberto Ramos e do presidente Vicente Amorim. Festeiro juramentado, Bethônico tem planos de charme para o clube da alta sociedade, como ressuscitar os dourados bailes de debutantes, comemorações sociais e empresariais “comme il faut”! Para “bebemorar”, Franklin recebe amigos, na fazenda Gongo Soco, em Barão de Cocais, para mais uma inolvidável festa de entrega do Oscar.
Zé Carioca, o anfitrião
A Disneylândia latino-americana será em Curitiba, prova de que o Brasil é a bola da vez não só no esporte, mas para investimentos, segundo agências internacionais de classificação de risco. O mega complexo, fantasia de adultos e crianças, chega em 2016 e será, além de sede brasileira da Disney, o centro de distribuição das produções do grupo para a América Latina.
Curtas e finas
* Em tempo: o início das obras está previsto para agosto de 2011, em 25 km². Nossa Disney contará com gravadoras, cidades cenográficas e estúdios para filmes e TV, incluindo uma versão nacional do canal americano ABC.
* A DisneyLand Brazil terá quatro parques: DisneyMagic Park (brinquedos radicais e temáticos), AcquaDisney (aquático, com temperatura regulada o ano todo); DisneyZoo (zoológico inspirado no Animal Kingdon) e a Disney Village (Downtown Disney Shopping Center e Disney Brazil Hotel & Resort).
* Ah! Curitiba foi escolhida por ter uma das melhores infra-estruturas do Brasil e por ser a capital mais próxima da cidade de São Paulo, ideal como entrada para os países do Mercosul.
* Hoje tem aniversário da revista Encontro, com show de Mart’nália, às 18h, no Chevrolet Hall.
* Benjamin Moser, jovem biógrafo americano da escritora brasileira Clarice Lispector, é o entrevistado de hoje do jornalista Marco Lacerda, no FrenteVerso, às 21h, pela Inconfidência FM.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos