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NAVARRO QUINTA-FEIRA, 4 DE MARÇO DE 2010


Paulo Navarro

Em almoço na Academia de Ideias, o palestrante da última terça-feira, José Wilker, entre Gustavo Penna e André Lamounier

Templo do rebuliço
Em almoço que a coluna participou, na última terça, na Academia de Ideias, com José Wilker, o genial ator deu continuidade ao nosso papo iniciado no sábado gordo de carnaval, no Camarote da Brahma. Lembrava-nos do tititi que rolou em torno de Brigitte Bardot, nos anos 60, ao chegar pela primeira vez ao Brasil (Rio). No segundo dia, a coisa já mudava; rotulavam a estrela como “arroz de festa”: “Lá vem aquela baixinha”. “Nosso país é o lugar mais blasé do mundo”, brincou o ator.

Templo da extrapolação
Wilker referia-se à bobagem do excesso de segurança em torno de Madonna no camarote. Diante do exagero no “curralzinho” VIP, ele até foi embora. Antes, contava-nos que frequenta o Camarote da Brahma com o mesmo grupo de amigos/artistas desde os primórdios, há 20 anos, quando ainda era na própria cervejaria. Já em BH, a conversa mudou de rumo...

Templo da dúvida
Na tertúlia, tendo como anfitrião Alexandre Michalick, Wilker revelou: “Durante toda minha vida tentei ser ator, no entanto, sem acreditar que havia concretizado plenamente a profissão. Isso porque essa sensação poderia comprometer o melhor de mim”. E mais: “Curto política em si, como um todo; não gosto da partidária”. Pelo visto, votar em Dilma ou Serra, nem pensar. “Tenho minhas dúvidas se a classe cultural carioca se aglutinaria em torno deles. São bons é no samba”, afirmou.
 
Templo dos “experts”
No centro das atenções da mesa – que também contou com o diretor geral da revista “Encontro”, André Lamounier, e com o arquiteto Gustavo Pena – José, como o ator gosta de ser chamado, disse que não existe indústria mais protegida no mundo que a do cinema americano. Não é à toa que o presidente do país, quando se aposenta, tem cadeira cativa como “conselheiro de honra” no sindicato patronal. Enquanto o cinema francês e o italiano fazem arte, o americano fez e faz comércio.

Templo da cultura
Aos demais convivas, ainda lembrou: “‘Aonde vão nossos filmes, vão os nossos produtos’ sempre foi o lema dessa indústria. No Brasil, faltam salas para filmes nacionais que custam, em média, R$ 4 milhões. Os patrocínios e bilheterias não pagam os custos”. À noite, na mesma Academia, Wilker falou para uma concorrida platéia sobre cinema e TV brasileira.


Curtas e finas

* O presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) Nacional, Luiz Lara, está em BH para apresentar o 7º Encontro Brasileiro de Agências de Publicidade – Ebap (dias 8 e 9 de abril, na Firjan, Rio). O “road show” de divulgação é hoje, em happy hour no Café do Museu.

* O Instituto Aletheia, na Pampulha, oferece palestras mensais. Hoje, às 20h, na avenida Brasil, 1053, tem o consultor Louis Burlamaqui, falando de espiritualidade nas relações humanas.

* O Clube Chalezinho, em parceria com a DM, faz aquecimento para o Axé 2010. A cada semana, um artista do evento se apresenta com o cantor Danniel Maestri. Hoje tem Alexandre Peixe.

* Hoje tem naSala Music Club 10 anos, às 23h, com os DJs Mário Fischetti e Leozinho, e o percussionista Rodrigo Parcionik.

* Mais um encontro do Processo Hoffman da Quadrinidade (autoconhecimento), na Pousada Mirante do Café, de amanhã ao dia 12, com coquetel de encerramento (aberto ao público e gratuito), na Amagis, Cruzeiro.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos