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NAVARRO TERÇA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO DE 2012
Paulo Lacerda
Na abertura da exposição “DUO”, o mestre das aquarelas, José Alberto Nemer; a presidente da Fundação Clóvis Salgado,
Solanda Steckelberg; a artista plástica francesa Annie Rottenstein, que vive no Brasil há mais de 30 anos; e a gerente de
Artes Visuais da FCS, Fabíola Moulin
O poder da arte
Foi um momento ímpar e inolvidável a “volta às aulas” no capítulo cultural com a exposição “DUO”, do querido e talentoso casal Annie Rottenstein e José Alberto Nemer. O vernissage, dos mais originais, com belo coquetel, aconteceu sábado, na Grande Galeria do Palácio das Artes. A imperdível aula de arte fica em cartaz até 15 de abril. Rimando com as belas artes do casal estavam os convidados, verdadeira elite e alto comando da cultura, não só de Minas.
A força da arte
Entre os presentes, a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras; o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; o cineasta e crítico de arte Olívio Tavares Araújo; intelectuais, artistas, arquitetos... O famoso e genial psiquiatra e homem de teatro carioca, Antônio Quinet, ficou simplesmente encantado com os trabalhos e em particular com o ponto alto, para muitos, do vernissage: a “aula” informal de Annie.
A sensibilidade da arte
Aula aos interessados em seu trabalho, literalmente, usando as “armas” da natureza. A produtora Nely Rosa ficou emocionada com os detalhes de cada peça, principalmente o uso do cipó. Outro feliz comentário veio da artista plástica Priscila Freire, lembrando o papel do Palácio das Artes: paredes, pé direito e iluminação perfeitos da Grande Galeria valorizam e permitem a visão das obras em sua integralidade.
A preservação da arte
A empresária Angela Gutierrez, amiga de Annie e Nemer, brincou: “Casamento às vezes dá certo, né?”. E não poupou elogios: “Esta exposição poderia estar em qualquer lugar do mundo. É uma dupla fabulosa de artistas, que trabalha com a emoção, com o coração”. Angela ainda falou à coluna sobre o bom momento no país: “Vejo com otimismo a salvaguarda do nosso patrimônio, que é um ofício contínuo”.
A valorização da arte
E continuou: “Há uma consciência coletiva da importância de conservarmos e protegermos nossa memória, nosso passado. Luiz Fernando de Almeida, presidente do Iphan, tem feito o possível e até o impossível”. Presente, Luiz Fernando salientou que nosso patrimônio requer constante cuidado, e que “não é só o passado, é o contemporâneo também. Talvez o maior desafio seja construir o patrimônio do futuro”. Sobre a mostra “DUO”, fica a dica de Luiz Fernando: “Todo mundo deveria vir”.
Curtas e finas
* Palmas para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg. Só no ano passado, mais de duas mil atividades foram realizadas nos espaços da FCS, recebendo público de quase um milhão de pessoas.
Em 2012, realizam de três óperas (inclusive uma intervenção no Jardim Japonês do Zoológico de BH); atrações nacionais e internacionais no Palácio das Artes; novos projetos com seus corpos artísticos (Gil Sinfônico, com a Orquestra Sinfônica de MG, e a Série de Concertos na Cidade, com o Coral Lírico de MG).
E continuam os sucessos: Quintas da Dança (Cia. de Dança Palácio das Artes), Sinfônica Pop e a Série de Concertos no Parque (Orquestra Sinfônica de MG).
Ainda este mês, a nova bilheteria do Palácio das Artes passa a oferecer o serviço de vendas com cartões de débito e crédito, via web (pelo site Ingresso.Com), por telefone e em pontos de venda externos.
Dentre as novas parcerias da FCS, a partir deste ano o Cine Humberto Mauro tem como patrocinador o Banco Itaú.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos