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NAVARRO DOMINGO, 18 DE DEZEMBRO DE 2011
Cristina Lima
Brindando ao noivado, Ayeska Costa Val Dabien e Igor Nunes Lanna, entre os pais dela, Liliane e Rafic Dabien, e a irmã,
Stephanie
Crise à vista
Finos restaurantes dos Jardins, em São Paulo, tiveram queda de faturamento nos últimos meses: cerca de 20% em relação ao ano passado. No almoço, a coisa fica mais amarga; sinal, para os restaurateurs, de que as empresas têm apertado o cinto nas reuniões de negócios. Em dezembro, as reservas para confraternizações de fim de ano tampouco foram apetitosas. Culpam o aumento da concorrência, mas pesquisas dizem que são os preços salgados. Sobram talheres chiques para poucos bolsos.
Crise a prazo
Em Belo Horizonte, onde mais de dez restaurantes sofisticados abriram as portas no segundo semestre, restaurateurs questionam se há mesmo espaço para tantos. Na contramão, só no Sion foram fechados três. Como na capital paulista, aqui o movimento caiu 20%. Segundo o empresário Rodrigo Ferraz, do Albano’s e Haus Müchen, o cenário preocupa o setor: crise internacional, lei seca, lei do fumo, reclamação da vizinhança, desarmonia entre o número de casas e o de consumidores...
Crise e concorrência
Outro “concorrente” são os cursos chiques de gastronomia, que pipocam: aula com um chef famoso e o jantar harmonizado com vinhos sai mais em conta do que qualquer noite em restaurante do mesmo padrão. Dados da Abrasel-MG mostram que a capital tem 12 mil estabelecimentos de alimentação fora do lar, sendo em torno de 60 considerados de alta gastronomia.
Crise e esperança
Mas a Abrasel-MG acredita que, mesmo com o aumento deste número, a cidade tenha público: se estas casas não ficam lotadas todos os dias da semana, a frequência de quinta a domingo, com alto poder aquisitivo, garante o equilíbrio. Sobre a falta de mão-de-obra – pesadelo dos restaurateurs, sobretudo com a chegada de redes de hotéis para a Copa do Mundo – a entidade afirma que BH sofre não só no segmento de bares e restaurantes, mas em todo o setor de turismo e até na construção civil.
Crise e otimismo
A esperança mora nos centros de formação profissional do Senac, na rede de capacitação gastronômica IGA, na Faculdade Estácio de Sá e em iniciativas como o Instituto Dona Lucinha e a Associação Querubins, que formam pessoas de baixa renda, sobretudo como auxiliares de cozinha e garçons. A Abrasel diz que o setor hoje gera mais de 72 mil empregos diretos.
Curtas e finas
* Rafic e Liliane Dabien receberam familiares na Vila Paris, para o noivado da filha Ayeska com Igor Nunes Lanna, filho de Cristóvão e Luziana Lanna.
* Eduardo Aum convida para o Réveillon VIP Serra Del Rey – 50 anos: open bar e bufê, boate e show da banda Stratégia.
* Em 2011, a Linea D’oro, líder no mercado mineiro em cozinhas, completou 50 anos. Para brindar, Sérgio Rogério de Almeida e os filhos, Fernando, Gustavo e Ricardo, encerram o ano com um almoço de confraternização para seus funcionários e colaboradores.
* A Agenda Solidária do Hospital da Baleia já está nas lojas da Drogaria Araujo, parceira do Hospital na campanha Doe seu Troco. Em 2012, o Hospital traz uma novidade: são quatro opções de cores na capa da Agenda.
Os recursos arrecadados serão destinados à construção do Centro de Radioterapia do Baleia, que irá atender a pessoas com câncer.
* Natal Solidário Ponteio Lar Shopping: arrecadar brinquedos novos e usados, para a Leuceminas, até 22 de dezembro.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos