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NAVARRO TERÇA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2011


Paulo Navarro/PNC

Os amigos e empreendedores do Brasil, Saulo Wanderley e Humberto Vieira


Encontro primaz

O empresário Humberto Vieira explica porque o “Clube do Bolinha” na confraternização de final de ano em sua bela vivenda, projeto do mestre Márcio França e repleta de obras de arte com o toque da esposa Regina: “Só convidei amigos para esticar o típico papo de bar entre homens, numa data especial; sem o estresse do dia a dia, conversa descontraída que não cabe em escritórios”. E não é que a sua “receita” tem a ver? Feita com ingredientes substanciosos, como o bufê do Clube dos Chefes.

Pensamento primaz
No caso, cardápio assinado pelo mago Massimo Battaglini, regado ao velho líquido escocês e ao bom champagne francês. Reunião de amigos de primeira hora e seletos clientes de sua Primus Turismo, em encontro anual no Vale dos Cristais. No balanço de um ano que voou, o “mantra” do custo Brasil predominou. De empresários do setor automobilístico um “xô” aos importados chineses, coreanos e coro com o governo federal na cobrança do IPI. Mas também aos “invasores”, relativas boas-vindas.

Primaz e justa
Sinceras boas-vindas aos orientais que, se em vez de apenas exportar, planejam instalar-se aqui. Isso se a instalação rimar com as agruras, os infinitos ônus dos produtores nacionais vítimas de altos encargos trabalhistas e cargas tributárias, esta, com rígida fiscalização. Um interlocutor lembrou que estava certa a profecia do então secretário de Desenvolvimento do Estado e atual presidente da Usiminas, Wilson Bruner: “Estamos em franca ‘desindustrialização’ do país”.

Injusta e perigosa
Exemplo aqui e ali, ênfase para o setor têxtil, em especial a desleal  concorrência chinesa que levou a indústria Franco Matos a substituir sua produção por tecidos importados, demitindo centenas de funcionários. Chororô também na construção civil e pesada, sobretudo no engessamento da máquina administrativa atrelada a lobbies de congressistas.

Perigosa e esperançosa
Interesses que segundo alguns, estão acima de boas intenções e ações de governantes muitas vezes reféns da própria máquina corrompida. Falta de comando atrelada a entraves burocráticos para importação de equipamentos, processos que nesta prática retardam o desenvolvimento. Apesar dos pesares, a terra fértil para quem arregaça as mangas também foi saudada.


Curtas e finas

* O exemplo da “oportunidade Brasil” de quem planta e colhe, veio do diretor da Cowan, Saulo Wandereley, de bem com a vida apesar dos obstáculos.

“Há menos de 40 anos, cheguei à desértica Península de Maraú, Bahia: Encorajado pelo recente casamento com Virgínia, construímos umas das primeiras obras”.

Continua Saulo: “Erguemos casinha de madeira na Praia de Algodões e começamos a estrada BR-030 para o novo porto de Ilhéus, que por sinal não vingou”.

“Anos difíceis que alavancaram a Cowan e hoje, passados poucos anos, a empresa é das maiores do Brasil. Ou seja, país da oportunidade, sim, mas para quem trabalha”, desabafou Saulo à coluna, mirando novos horizontes.

Mirando e desbravando. O pequeno grande homem de Montes Claros falou, disse e sumiu nas matas virgens do condomínio.

Outro de bem com a vida era Ricardo Guimarães, presidente do BMG, comemorando o balanço super positivo de seu banco e também de novos investimentos no esporte em geral e não só no futebol.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos