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NAVARRO SEXTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2011
Thiago Poncherello
Na festa Yelloween, noite assinada pela Veuve Clicquot na boate naSala, Lúcio Gomes, representante da Moët
Hennessy, com Lilian “68 La Pizzeria” Mesquita e Geraldo Freitas
Lei sequíssima
Voltando à rígida intolerância das blitze da Lei Seca, fala o empresário Rodrigo Ferraz: “O fim vem antes do meio”. Segundo ele, a Lei Seca é bem vinda, mas a cidade não oferece alternativas. Faltam metrô e ônibus, além de táxi, que são caríssimos. Ferraz, proprietário do Albano’s, Haus Müchen e sócio da boate naSala, lembra que o fantasma da crise mundial esta aí e penaliza o setor gastronômico. A Abrasel aponta a queda de movimento de bares e restaurantes da cidade.
Lei fora da lei
O movimento em BH e no estado caiu em 20%. Rodrigo salienta que a aplicação da lei não distingue o cidadão – namorado ou pai de família que sai para uma taça de vinho – de um bêbado e potencial assassino. A penalidade não diferencia o pacato cidadão de um criminoso. Pelo contrário, coloca-os no mesmo saco. Nos EUA, os policiais avaliam o motorista. Diante das evidências de perigo, se embriagado, o elemento vai preso ou a uma corte de pequenas causas, com penalidades severíssimas.
Lei fora de ordem
A rigidez passa por seis decigramas de álcool por litro de sangue. Menos que um copo de vulgar chope. Caçando votos, o Senado aprovou projeto de lei que deixa a Lei Seca ainda mais rigorosa. Mesmo sem acidentes ou vítima, o texto torna crime dirigir sob efeito de álcool ou droga, seja qual for a quantidade. Pena de seis meses a três anos de prisão.
Lei fora de progresso
Com acidente ou vítimas, pena de até 16 anos de prisão. Hoje só é crime dirigir com os seis decigramas. A pena para assassinos do trânsito é de até quatro anos. A proposta, depois do Senado e Câmara dos Deputados, vai para a presidente Dilma. E dispensa bafômetro. Se o motorista o recusa, a prova pode vir de testemunho, imagens ou exame clínico. Na lei atual pode-se recusar, para não gerar prova contra si mesmo. Na “nova lei”, qualquer lesão corporal grave dá seis e 12 anos de prisão.
Lei for de órbita
Em caso de ferimento leve, a sentença vai de um a quatro anos. O motorista embriagado será multado e perderá a carteira. O autor da proposta é o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), alegando que as novas regras visam diminuir as mortes em acidentes. Em 2010, 40 mil pessoas perderam a vida no trânsito. OK, mas e as mortes pelo péssimo estado das estradas?
Curtas e finas
* Parabéns, Patrícia Dias, que comemorou duplamente no dia 23: seu aniversário e o sucesso da sua marca de joias.
* A mini galeria, idealizada por Angelina Camelo e Clara Valente, celebra quatro anos. 23 artistas emergentes de Minas entram no clima de happening, performance e descontração, hoje, às 20h, na Savassi, com lançamento da NEAT-O e das t-shirts exclusivas by João Maciel para Owvist.
* O Congresso Mineiro de Ensino Superior – Minas Construindo a Universidade Cidadã acontece nas próximas segunda e terça, a partir das 8h, na Cidade Administrativa. Palestra de abertura com Fernando Haddad, Ministro da Educação, e Luiz Cláudio Costa, Secretário do MEC.
* Depois da homenagem em Pouso Alegre, com a inauguração de um núcleo de tecnologia gráfica do Senai, que leva seu nome; o diretor do Guiatel, Marcone Reis Fagundes, recebe, amanhã, às 20h, o Título de Cidadão Honorário de BH. Indicação do vereador Carlúcio Gonçalves.
* “A velhice só começa quando se perde o interesse”.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos