De volta ao futuro
A propósito do que levantamos aqui, na segunda-feira – sobre as louváveis iniciativas para atrair o turismo para BH, porém, em eventos isolados – volta à nossa memória projeto de Dalton Canabrava Filho, quando superintendente da Fundação Clóvis Salgado, governo Newton Cardoso; época em que o titular da coluna era diretor de planejamento da FCS.
De volta ao passado
Dalton queria criar pacote turístico para a Temporada de Óperas, incluindo hotel, restaurante, visita a museus, etc. Um produto “embalado” para atrair, sobretudo gente do interior, o que nunca aconteceu. Dalton morou muito tempo em Toulouse, França, também por isso tem fantástica formação cultural. Infelizmente, antes que nosso amigo concretizasse as ideias, “cortaram sua cabeça”. Hoje, ele emprega sua bagagem na Curvelo natal que, infelizmente não tem espaço para seus sonhos.
De volta ao inédito
Por que não ir além? Paralelo a pacotes como aquele, criar um corredor cultural, “linkando” monumentos do centro. Começaria pelo Museu Artes & Ofícios, na Praça da Estação; Serraria Souza Pinto e seus vizinhos armazéns convertidos – sem os horríveis pontos de ônibus e de vadiagem – entrando por trás do Parque Municipal, tudo ligado, inclusive o Palácio das Artes. Depois, Praça Sete, rua da Bahia, Museu Inimá de Paula, Museu Mineiro, na João Pinheiro; até a Praça da Liberdade.
Inédito e necessário
Apenas um enorme problema. Este circuito cultural a ser feito a pé, de nada adianta sem uma política paralela para enriquecer o acervo de nossos museus e centros culturais. Turista nenhum admira apenas os prédios; quer mesmo é acervo e importantes exposições temporárias. Naturalmente, como em qualquer lugar civilizado, o centro da cidade, seria redescoberto e revitalizado, recuperando, inclusive seu valor imobiliário, atraindo, boas lojas, restaurantes, bares, galerias, etc.
Necessário e fundamental
Estes espaços teriam um forte aliado bem próximo, o Sesc Palladium Domus Artium, centro cultural e de negócios que o Sesc-MG levanta no antigo Cine Palladium, com inauguração prevista para o segundo semestre. O centro será o segundo maior teatro do Estado com 1350 lugares e, no fim, um enorme complexo cultural. Detalhado nas Curtas e finas a seguir.
Barbara Dutra

Nossas preferidas, no A Favorita: Lílian Mesquita, Simone Demolinari e Fabiana Ferrara
Curtas e finas
* O Sesc Palladium Domus Artium terá teatro de bolso, cinema de artes, biblioteca-café, galeria de arte, centro de artesanato, salas para cursos e eventos, feiras e congressos, além de quatro andares subterrâneos para estacionamento.
Lembramos ainda o projeto – por enquanto, no papel – de revitalização da Savassi, que seria uma moldura de luxo do circuito. Para atrair bons e muitos turistas, os eventos reuniriam os do mesmo setor à mesma época.
Continuando, citamos à guia de exemplo os eventos e salões da indústria alimentícia, da moda, do agronegócio, joias e gemas, artesanato, siderurgia e mineração, pecuária, tecnologia, esporte, automóveis...
Como acontece em São Paulo, se os eventos de um setor se encontram no calendário, automaticamente são aquecidas as redes hoteleira, gastronômica, cultural, etc.
O Rio de Janeiro, Belém e Buenos Aires revitalizaram suas docas, como o Rio fez com a Lapa. Por isso a cidade continua maravilhosa.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos