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NAVARRO QUINTA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2011

Barbara Dutra

No capítulo design, o retrato colorido da beleza projetada por Deus, a arquiteta Graziella Nicolai

Encontro de ouro
Para o Congresso da Inovação em Decoração e Design Amide 2011, a presidente Laura Rabe recebeu participantes e convidados, terça-feira, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, e ontem, em Inhotim. O primeiro dia começou com palestras na Biblioteca Pública Luiz de Bessa, seguida de almoço no Palácio da Liberdade e visitas guiadas também ao Espaço TIM UFMG do Conhecimento, ao Memorial Minas Gerais - Vale e ao Museu das Minas e do Metal - EBX, onde, à noite, foi servido coquetel.

Desperdício de ouro
O almoço da Amide, terça, nos jardins do Palácio, brindou-nos com o requinte dos chefs Paulo Vasconcellos (restaurante Benvindo) e André de Melo (Speciali Pizza Bar), sócios no Otro Catering. Impossível não elogiar e rebater na velha tecla de uma crítica construtiva: os belos jardins poderiam ser bem mais aproveitados e visitados. Melhor ainda seria livrá-los das grades que não combinam com o nome Liberdade. Depois, aumentá-los, incrementá-los e liberá-los para o povo.

Ouro verde
Nossa referência, mais uma vez, sem esnobismo ou pretensão, são os jardins públicos da Europa, em particular os de Paris. Almoçando no Palácio da Liberdade, de cara lembramo-nos de pelo menos dois, o jardim do Museu Rodin que, além do verde, oferece vista para as esculturas do gênio e principalmente o jardim de Luxemburgo que, aberto até às 18h, pertence ao Palácio de Luxemburgo, sede do Senado francês. É enorme, tem quadras de esporte, uma bela fonte e muitas esculturas.

Verde que te quero nosso
Como sugeriu outro convidado da Amide, o decorador Ildeu Koscky, o governador Anastasia, homem refinado, deveria reeditar as antigas “garden parties”, nos jardins do Palácio da Liberdade, coisa muito chique. Com um detalhe: se os jardins se estendessem pelos fundos e vizinhanças, poderiam ser promovidos a parque público, mesmo cercado como o de Luxemburgo.

Nosso e vosso
Outro convidado, o arquiteto João “Casa Cor Minas” Grillo, fazia coro com seus colegas quanto à otimização do espaço do Palácio da Liberdade: poderia abrigar um café e mais eventos como o congresso. Inaugurado em 1897 e tombado pelo Iepha/MG em 1975, está muito bem conservado – surpreendeu os que não o conheciam por dentro – rimando com o resto do Circuito Cultural.


Curtas e finas

* Ainda no almoço da Amide, ao som do trio do violinista Paulo Thomaz, estavam alguns dos palestrantes do congresso, como o designer francês Mathieu Lehanneur, Miriam Leitão e Sérgio Abranches, além do premiado carnavalesco Paulo Barros.

Sobre as “garden parties” no Palácio da Liberdade, Ildeu Koscky contou-nos que eram oferecidas pelas primeiras-damas – sobretudo por dona Déa, esposa do governador Milton Campos (1947-1951), e dona Berenice, de Magalhães Pinto (1961-1966) –, à beira da piscina, com direito a desfile de moda e finas convidadas, sempre de chapéus.

* Falando neles, terça, partiu deste mundo a querida chapeleira Lenice Bismarcker, que acompanhou modos e modas de BH, fazendo as mais chiques cabeças. Hoje, às 17h, no Cemitério do Bonfim, amigos farão uma homenagem, usando chapéus.

* O Projeto Bom Começo – parceria da Fundação Hospital de Olhos e UFMG – recebe o Prêmio Top Socioambiental ADVBMG, hoje, às 19h30, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR).

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos