Barbara Dutra

Ainda no capítulo “premiação AngloGold Ashanti”, mas em sua loja no DiamondMall, a bela empresária Cibele Andrade, com a joia finalista do concurso, Ausência, assinada pelas parceiras Carolina e Paula Monteiro
Noites do mundo
E o livro “Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville – Memórias”? Merecidamente, sucesso de vendas, o “tijolo” de 508 páginas. Mas, os primeiros capítulos são tira-gostos deliciosos para o que se anuncia. Amaral, jornalista por natureza, teve a ótima ideia de abrir suas histórias com os amigos colunistas sociais, essenciais para seu sucesso nas noites cariocas, paulistanas, nova-iorquinas e parisienses.
Noites fatais
Amaral começa pelo criador do colunismo social, único no mundo, Jacinto de Thormes (Maneco Muller): elegante, bem nascido, carioca da gema e bem humorado. Em seguida, outro mito, Ibrahim Sued, o “Turco”: truculento, sincero, sarcástico e poderoso. Fechando a trinca de ouro, o inventor das notas curtas, finas e mortais, Zózimo Barroso do Amaral. Curiosamente, os três mosqueteiros, de tanto badalarem, no fim da vida, estavam todos cansados das noites e deles mesmos.
Filho ilustre
O artista plástico Olivier Mourão, filho de Divinópolis, há quatro décadas radicado em Londres, só dá as caras no Brasil a cada cinco anos. Agora, está em BH, buscando uma propriedade: “É para quando eu voltar de vez, daqui a uns 10 anos. Cansei de ser estrangeiro”, brinca. Mas garante que vai manter a casa em Londres, que, por sinal, já recebeu grandes artistas – inclusive os Beatles – gente famosa, colecionadores e jet-setters.
Filho pródigo
Depois do carnaval, Olivier expõe no Copacabana Palace, Rio; a pedido da rainha Silvia da Suécia, através do jornalista Michael Koellreutter. A mostra, com gravuras que ele pintou em Ibiza – seu outro porto seguro – durante o verão, terá parte da renda doada ao projeto social criado pela rainha, o Instituto WCF-Brasil, braço do World Childhood Foundation.
Leitura saborosa
O livro “Catharina – Minhas Histórias”, da pena de Eduardo Almeida Reis, conta um pouco das inúmeras histórias de Catharina Matos, idealizadora do nacionalmente famoso Buffet Catharina. Uma das histórias pitorescas envolve, justamente, pena. Ou melhor, penas! E douradas! A crônica “Faisão Dourado” lembra muito aquela piada, ou fato, onde o defunto acorda no meio do velório.
Leitura dourada
Catharina, que nunca tinha visto um faisão vivo ou morto, topou fazer um jantar, para uma amiga que comemorava, em alto estilo, a inauguração de sua casa, no desértico bairro de Mangabeiras; tendo a bela ave como prato principal. Os penosos vieram vivos, de São Paulo. Entre os faisões condenados, havia um, lindamente dourado. Por isso, em vez de jantar, ele serviu, devidamente anestesiado e belo adormecido; como decoração. Claro que, para pasmo geral, no meio do jantar o bicho deu sinais de vida. Depois do sucesso, o faisão foi colocado “quentinho”, em sua gaiola, mas, amanheceu “friinho e durinho”, de overdose.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos