Home | Colunas | Dolce Vita

DOLCE VITA SÁBADO, 18 DE SETEMBRO DE 2010

PNC

Num “break” das gravações do Programa Paulo Navarro pela Broadway, Simone Demolinari, o titular da coluna e José Flávio Almeida

Paulo Navarro

Depois do papo com a coluna e a caravana mineira, em almoço no restaurante Balthazar, Gisele Bündchen e seu bebê, Benjamin, que no dia completava nove meses. Com tudo em cima, a mamãe fecha a temporada de verão, provando que a moda em Nova York é o shortinho

Paulo Navarro

A eterna Carrie Bradshaw, Sarah Jessica Parker, linda e muito simpática, revelando à nossa colaboradora, Simone Demolinari, que seu programa preferido é jantar com os amigos no Soho

O céu é o limite
Hoje, mais uma bela viagem, cujos detalhes estarão no Programa Paulo Navarro. O Meatpacking District continua bombando, com os restôs asiáticos Tao, Buddakan e Spice Market, além do Pastis. Com o calor, supimpas são os bares na cobertura dos hotéis, no “rooftop”; ao ar livre, com incríveis panorâmicas da cidade. Valem visita o Gansevoort e o Boom Boom Room, do Standard Hotel.

O limite sem limite
No último, o banheiro é um luxo, com cabines negras e vasos sanitários com vista: você senta e mira Manhattan – sem cortinas. Foi a partir do Standard (as suítes também são “transparentes”) que voltou a onda de voyeurismo, atraindo a moçada descolada.

Limite infinito
Conferimos a Mercedes-Benz Fashion Week, que ocupa não só as duas tendas no Lincoln Center – onde, com o presidente da Lacoste no Brasil, Ricardo Palmari, assistimos ao desfile da marca –, mas toda a cidade, passarela a céu aberto. Chanel, por exemplo, desfilou no Soho. E foi lá que, à noite, na porta do Café Noir, o casal Sarah Jessica Parker e Matthew Broderick flanava, como em Sex and the City.

Infinito enquanto durar
Entrevistamos João de Matos, influente em Manhattan, dono de restaurantes, da maior agência de turismo e feliz com o recorde de público (mais de 1,6 milhão) em seu 26º Brazilian Day. E sem qualquer queixa pra polícia. Aliás, a polícia só reclama que os guardas brigam pra trabalhar na comemoração, pois são loucos pelas brasileiras. “Muitos se casam com elas”, revelou.

Infinito enquanto duro
Bacana também gravar na Fire Island, próxima a Manhattan, berço do movimento gay, nos anos 70. Apesar de um pouco decadente – frequentada por saudosos dos bons tempos –, é uma praia linda, que preserva o “folclore” desse universo, abrigando o Miss Gay.

Duro com ternura
Como nunca, NY virou mesmo o centro de consumo dos brasileiros, a nova Miami. Com a economia ainda fragilizada, somos a salvação do comércio, sobretudo o de luxo. Estamos viajando mais e gastando muito mais em NY (só perdemos para os chineses). E testemunhamos: as lojas finas têm até contratado brasileiras.

Ternura bárbara
Bárbaro foi termos, na “caravana PNC”, o arquiteto Saul Vilela, que nos fez ver a Big Apple de outra perspectiva. Como já disse Woody Allen, a melhor forma de conhecer Nova York é numa maca. Só assim seria possível desviar a atenção da rotina das ruas e flagrar a beleza tão pouco conhecida que paira sobre nossas cabeças.

Lança-perfume

* No lado triste, a impressão que tivemos, não só em NYC, mas em Long Island e Nova Jersey, é que, por trás do nacionalismo exacerbado – toda casa tem uma bandeira americana –, está a solidão das pessoas.

O patriotismo é uma forma de se conectarem, pois tudo é voltado para o trabalho: não curtem o prazer do ócio, a vida. Sobretudo neste momento de crise, a ordem é só trabalhar. O paraíso não é aqui, nem lá.

* Errata: As decoradoras que ilustraram a última coluna eram Márcia e Melina Mundim (Sala de Chá da Casa Cor); não Edwiges Cavalieri e Edwiges Leal, como publicado.

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos