Barbara Dutra

Thiago e Letícia de Jesus, anfitriões no coquetel de apresentação para arquitetos e decoradores do showroom revitalizado da Layout Interiores – loja de acabamentos, em Lourdes – em noite que terminou com jantar no The Art From Mars
Nada de nova
A Construtora Caparaó e seus prédios de luxo lançarão, em breve, o edifício de salas mais alto de Belo Horizonte/Nova Lima, o Concórdia. Estamos perplexos. Os moradores da Vila da Serra, Vale do Sereno, condôminos da linha divisória das duas cidades e os habitantes de Nova Lima, Rio Acima e adjacências coçam a cabeça. Se aplaudimos a qualidade destas obras faraônicas, somos obrigados a engolir o maior angu com caroço: o trânsito!
Nada de novo
São infindáveis e imponentes obras. Irresponsabilidade da prefeitura de Nova Lima. Que falta faz um órgão de regulamentação, como a Metrobel, para conter este boom (bolha?) imobiliário, dono do metro quadrado mais caro. Com um prédio comercial de 44 andares – onde funciona o Chalezinho - que se somará a outros da mesma natureza – os gigantes condomínios residenciais das Seis Pistas e também do Vila da Serra, prontos no segundo semestre – o trânsito ficará ainda mais caótico.
Novo problema
Porque o querido Alberto Ramos resolveu verticalizar o Vale do Sereno em sua totalidade, com mais dezenas de prédios sem limite de andares. É o colapso da sensatez e da mobilidade. Não há alça, alcinha ou alção, alargamento de avenidas que abrigue o número de veículos hoje, muito menos neste nefasto horizonte. Horizonte! Atrás do belo é que ficou feio. As construtoras fazem seu o papel. Papel triste e, muitas vezes, ganancioso. O cidadão que se dane.
Velho problema
Não há quem se responsabilize e console quem escolheu morar “entre montanhas”. Na falta de uma Metrobel, a prefeitura de Nova Lima, com a conivência da Câmara Municipal, libera hoje alvarás de construção sabe-se lá calcados em cima de quais critérios. Aliás, alguns já são alvos do Ministério Público Estadual e Federal, outros virão.
Problema sem fim
Urge, sim, uma lei que funcione rigorosamente o administrador pelo rombo no meio ambiente e pelo impacto urbano. Uma lei também que alerte o consumidor que, atrás de "Xangrilás" prometidos, existe uma selva de pedra e engarrafada. E uma gentileza urbana, boa dica ao super construtor do presente e do futuro, Ney Bruzzi: compre um imóvel e ganhe um helicóptero!
Lança-perfume
* Ah! A chamada “alcinha” que desafogaria o trânsito – projetada pelo DNIT e executada pela EPO Engenharia – provavelmente, será mais uma canaleta entupida, pois funcionará como um funil.
A previsão é de um construtor civil da região, que acredita que a alça foi mal planejada em sua largura e no acesso ao trevo de Nova Lima. Veremos, em breve...
Responsabilidade: a Prefeitura de Nova Lima deve achar que cabe à de BH resolver o problema do trânsito na entrada da capital. NL simplesmente dá vazão à demanda habitacional que está sendo gerada, permitindo a “livre” construção.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos