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DOLCE VITA SÁBADO, 3 DE DEZEMBRO DE 2011

Barbara Dutra

Celebrando os 40 anos da Construtora Canopus, no AltaVila, Patricia e Theresa Mattos, emoldurando os diretores, Túlio e
Lucas Mattos

Tolerância zero
Na visão de muita gente a famigerada Lei Seca é draconiana demais da conta. A lei não poderia ser um pouquinho flexível? Uma inocente taça de vinho não faz de você um criminoso, como quem realmente deve ser punido: o sujeito que enche a cara e sai dirigindo e matando. O comando das blitze poderia moderar. Já dizem que esta rigidez, não só à noite, virou caça-níquel.

Tolerância menos zero
Blitz em Lourdes, no início da relaxante tarde de domingo, na BR-356, em frente ao posto Ale. Ou seja, o cara pode nem tomar uma cervejinha no final de semana. Sobreviverão donos de bares e restaurantes? Fala o empresário Rodrigo Ferraz, da Albano’s, Haus Müchen e naSala: “A lei é bem vinda, mas a cidade não oferece alternativas. Faltam metrô e ônibus, além de táxi, que são caríssimos. A Abrasel aponta queda de 20% no movimento de bares e restaurantes da cidade.

Tolerância zero à esquerda
Rodrigo salienta que a aplicação da lei não distingue o cidadão consciente de um bêbado e potencial assassino. Coloca-os no mesmo saco. Nos EUA, os policiais avaliam o motorista. Diante das evidências de perigo, se embriagado, o elemento vai preso ou a uma corte de pequenas causas, com penalidades severíssimas.

Tolerância seca
A rigidez passa por seis decigramas de álcool por litro de sangue. Menos que um copo de vulgar chope. Caçando votos, o Senado piorou a lei. Mesmo sem acidentes ou vítima, o texto torna crime dirigir sob efeito de álcool ou droga. Pena de seis meses a três anos de prisão. Com vítimas, pena de até 16 anos. Hoje só é crime dirigir com os seis decigramas. Na “nova lei”, qualquer lesão corporal grave dá seis e 12 anos de prisão.

Tolerância fora da lei
O motorista embriagado será multado e perderá a carteira. Em 2010, 40 mil pessoas morreram no trânsito. OK, mas e as mortes pelo péssimo estado das estradas esburacadas e mal sinalizadas? E as “carroças” que circulam como bombas rolantes? E caminhões e ônibus, fábricas de poluentes e acidentes? Em vez de estradas e carros mais seguros, o Brasil oferece leis mais severas que EUA e Europa. Lei no Brasil foi feita pra encher os cofres públicos e bolso dos políticos. O resto é demagogia!

Lança-perfume

* Dia 5, no Museu Inimá de Paula, a Construtora Lider comemora 42 anos, só para convidados, com a exposição fotográfica “Memórias de Belo Horizonte”, a performance do grupo Drumpoi e o novo empreendimento da Lider, o Ramada Minascasa Hotel.

* Além dos bólidos que “estacionam” no Expominas, de 7 a 11 de dezembro, a Bienal do Automóvel traz outra paixão nacional: a Cervejaria Backer e seus recém-lançados rótulos.

* O Clube Chalezinho será palco, dia 14, do Pré-Réveillon Flashback. Comandada por Tereka Araújo e reunindo parceiros da Paulo Navarro Comunicação (PNC), a noite revive hits dos anos 70, 80 e 90, samba de raiz e marchinhas. 

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos