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DOLCE VITA SÁBADO, 24 DE SETEMBRO DE 2011
Barbara Dutra
Como em 1997 – Bia Braga e Monique Looman, símbolo de que 14 anos passam,
mas nem tanto
15 anos esta noite
Na comemoração dos primeiros quinze anos deste PAMPULHA, se não perdemos, nem pegamos o bonde andando; podemos dizer que subimos nele quando estava engatando, logo em seu segundo ano. São 14 anos de histórias. Parece que foi ontem não. Parece o que é: 14 anos fugazes; deliciosos e repletos de ótimas lembranças. A primeira coluna foi a de 31 de maio de 1997. Dando a cara da coluna, a cara eternamente linda de Bia Rabello, hoje, Braga.
14 anos esta noite
Por falar em fotos e notas, a certeza de que o PAMPULHA, como nossa coluna no jornal O TEMPO, é um grande e fiel diário de bordo de muitas vidas e uma só cidade. Lá estão alguns amigos, bem mais jovens, casais desfeitos, casais que continuam caminhando juntos; inaugurações, casas e festas que não existem mais e outras que estão aí, fazendo novas histórias. Muita gente simplesmente sumiu dos holofotes, outras já se foram, deixando caras de papel amareladas e muita saudade.
Mais 15 e a saideira
E a moda da época? Muitas roupas fazem a gente rir. E os cabelos e looks? Impressionante como apenas 14 anos podem ser tão revolucionários! Páginas maiores, fotos em P&B, mas muito glamour, provando que a cidade e a sociedade não pioraram, nem melhoraram, apenas se transformaram em outra festa, com novos personagens, mesmo que muitos continuem mandando muito bem. Ops! E olha aqui a primeira coluna em cores: 16 de agosto de 1997.
Saideira contínua
Nestes 15 anos, a sociedade belo-horizontina mudou de provinciana; para urbana. “O mercado ficou imenso”, ressalta Denise Magalhães, da Verde que te Quero Verde, há 34 anos decorando “top” festas. “Os profissionais são muitos e com a agenda lotada”. A promoter Mariângela Lima diz que está faltando local pra festa: “Se for sábado, tem que agendar um ano antes”. Foi Mariângela quem inaugurou a “onda” dos galpões no Jardim Canadá.
Contínua e rica
Letícia Bhering (e Paulo Rossi) na Nouveau, desde 1994, lembra que, com a saturação de espaços em BH, buscam-se novas opções, como museus. As festas de aniversário viraram espetáculos, alguns mais caros que casamentos. As festas finas de 15 anos, para 500 convidados, custam entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão. Os eventos são especiais, os clientes mais exigentes; comparam os serviços daqui aos de Nova York, Miami, Paris, Barcelona etc.
Rica e diferente
As bebidas importadas estão mais baratas. A Lei Seca desenterrou o amigo que não bebe, o táxi ou a van. As boates são dos mais jovens. Para o empresário Jajá Jácome, que fez história nos anos 90 com a L’Apogée, “tempos atrás, os mais maduros saíam pra se divertir, hoje preferem um bom restaurante”. Resumo da ópera: o que ficou? A vontade de escrever: que venham mais 15 anos, com muito champagne e lança-perfume.
Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos